As rendas das casas registaram um aumento homólogo de 9,2% em Lisboa e de 6% no Porto nos últimos 12 meses terminados em março. Esta subida traduz uma recuperação do mercado de arrendamento nas duas principais cidades do país, embora sem atingir ainda os valores pré-pandemia.
Segundo a Confidencial imobiliário (CI), o aumento de 9,2% verificado em Lisboa é o mais expressivo desde o final de 2018 e resulta das subidas trimestrais observadas desde meados do ano passado. Como assinala a consultora, há um ano atrás, no primeiro trimestre de 2021, as rendas dos novos contratos residenciais na capital estavam a descer 18% em termos homólogos.
Os dados do Índice de Rendas Residenciais divulgado pela CI dão conta que as rendas em Lisboa entraram em terreno negativo no final de 2019, ainda antes da pandemia, quando apresentaram a primeira descida trimestral em anos.
Já em meados de 2021, inverteram a tendência e voltaram ao crescimento, aumentando agora há três trimestres consecutivos a um ritmo próximo de 3%. No primeiro trimestre deste ano, a variação trimestral foi de 3,3%.
No Porto, o aumento homóloga de 6% coloca este indicador em terreno positivo pela primeira vez no último ano e meio, sublinha a CI em comunicado. Este incremento reflete o desempenho das rendas nos últimos dois trimestres.
Depois de vários trimestres de descida das rendas na cidade do Porto, que se traduziram numa quebra de 8% nos primeiros três meses de 2021, registaram-se variações trimestrais de 3,5% no quatro trimestre de 2021 e de 4,8% no primeiro trimestre deste ano, sendo esta última a maior subida trimestral desde meados de 2018.
Ainda assim, o mercado de arrendamento em Lisboa e no Porto mantêm-se em níveis inferiores aos praticados no primeiro trimestre de 2020, antes da covid-19.
Nos primeiros três meses deste ano, as rendas permaneciam em Lisboa 10,5% abaixo do trimestre homólogo. No Porto, esse diferencial era de -2,5 %.
No primeiro trimestre de 2022, a renda média contratada foi de 14,3 euros/m2 em Lisboa e de 11,7 euros/m2 no Porto.
No total do país (exceto regiões autónomas), as rendas dos novos contratos apresentaram um aumento de 7,2% nos três primeiros meses de 2022 face ao mesmo período do ano passado e de 1,3% face ao trimestre anterior.
Ao contrário de Lisboa e Porto, no agregado do território nacional, as rendas no primeiro trimestre do ano já recuperaram para os níveis pré-covid, estando atualmente 0,8% acima. O preço médio fixou-se em 11 euros/m2.