Requalificação como arma para reter talento

A tecnológica alemã Siemens investe, todos os anos, 250 milhões de dólares na formação dos mais de 300 mil trabalhadores.
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Numa economia cada vez mais competitiva, a luta pelo talento é cada vez maior. A resposta ao desafio dos empregadores deve ser, defende Judith Wiese, dividida essencialmente em três instrumentos: formação, propósito e autonomia. "A Siemens investe cerca de 250 milhões por ano em formação e requalificação dos colaboradores", exemplificou a responsável por talento e sustentabilidade da multinacional. Nesta jornada de aprendizagem, a empresa criou uma plataforma interna para a qual todos os trabalhadores podem contribuir com conhecimento. Organizações que não façam este investimento arriscam-se não só a perder recursos humanos, como também dinheiro. "Temos de nos lembrar que há um custo na formação e no processo de integração", avisa.

Neste campo, o papel da mentoria e do coaching pode ser importante. "Cerca de 70% da aprendizagem acontece na função, 20% vem de aprender com os outros e 10% de ações de formação", refere, sublinhando que "é muito importante o apoio que é dado no local de trabalho". Só assim, acredita, é possível explorar todo o potencial de cada pessoa e corresponder às suas expectativas de desenvolvimento profissional.

Porém, antes de ter oportunidade de requalificar é preciso conseguir atrair o talento num mercado marcado pela escassez, em especial na área tecnológica. Para lá da remuneração, Judith Wiese defende que as pessoas querem ser autónomas, ter flexibilidade e capacidade de decisão na função. A possibilidade de fazer parte de projetos transformadores é outro fator cada vez mais valorizado, aponta. "As pessoas querem juntar-se a empresas que estejam a desenvolver tecnologia com impacto no mundo", diz Wiese.

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