Taxas dos novos empréstimos à habitação estão mais baixas
As taxas de juros que os bancos estão a pedir nos novos
empréstimos para compra de casa registaram uma ligeira descida em
janeiro, para os 3,28%. Em dezembro, a média dos juros para os
créditos celebrados nesse mês tinha sido de 3,39%. Esta tendência
de descida não é nova, estando a observar-se há já 12 meses
consecutivos. Em relação às empresas, o custo das novas operações
de crédito registou uma ligeira subida quer para os empréstimos até
um milhão de euros (com a taxa a subir de 6,52%% para 6,68%) e
também nos de valor superior, onde os juros subiram de 5,07% em
dezembro para 5,13% no início de 2013.
Valor total dos depósitos desce 293 milhões de euros
O valor total dos depósitos dos particulares junto dos bancos
diminuiu 293 milhões de euros entre dezembro e janeiro, ascendendo
neste primeiro mês do ano a 130,3 mil milhões de euros. Esta
evolução ocorreu apesar de o montante de novos depósitos ter
aumentado no início deste ano. Segundo o Banco de Portugal, os
particulares canalizaram 8 mil milhões de euros para novos
depósitos, contra os 6,18 mil milhões registados em dezembro. As
taxas de juro oferecidas em janeiro para os novos depósitos foram
também mais generosas, com os bancos a oferecerem 2,57% contra os
2,40% praticados em dezembro.
Quase um terço das empresas com empréstimos em atraso
São já 28,6% as empresas que têm dificuldade em pagar os
empréstimos que contraíram junto da banca. O crédito de cobrança
duvidosa tem vindo a registar sucessivos aumento ao longo dos últimos
meses e, segundo o Banco de Portugal, praticamente 3 em cada 10
empresas tem prestações em atraso há mais de 90 dias. Há um ano,
eram 24,4% as que estavam nesta situação. Apesar disto, o volume de
crédito de cobrança duvidosa registou uma ligeira descida em
janeiro, o que fez com que o rácio do malparado no total dos
empréstimos (e que ascende a 143,89 mil milhões de euros) tivesse
caído de 10,1% para 10%.