Robin é o primeiro aparelho produzido pela Nextbit, startup em que a Google Ventures e a Accel Partners investiram nada menos que 16 milhões de euros. O motivo para esta confiança é a equipa - os dois fundadores Tom Moss e Mike Chan trabalharam na equipa Android, da Google, e Chan até passou pela Apple. O diretor de produto é Scott Croyle, ex-líder de design da HTC e responsável pelos bem sucedidos HTC One M7 e M8.
É possível ver essa ligação no design do Robin, bastante elegante e refinado. As especificações são boas, não revolucionárias - processador Snapdragon 808 com 3 gigas de RAM, ecrã de 5,2 polegadas 1080p, 4G, câmara traseira de 13 megapixeis e frontal de 5MP, 32 gigas de armazenamento nativo offline e 100 gigas online. É neste pormenor que está a diferença. A empresa diz que o Robin é o primeiro smartphone "cloud-first", isto é, que coloca a nuvem no centro.
"O Robin tem a "nuvem" integrada no sistema operativo Android, expandindo de forma fácil o armazenamento online para que tenha sempre o espaço de que precisa para o que quer", explica a empresa. Isto traduz-se em back-ups automáticos de aplicações e fotos, sendo que o telefone "aprende" com o tempo quais são os hábitos do utilizador. Percebe quais as aplicações que usa mais e quais estão a ocupar espaço sem necessidade, e gere o espaço disponível conforme estes padrões. Isto é, apaga do telefone aplicações e fotos a que o utilizador não acede, mesmo estando offline - garantindo sempre que está tudo em back-up na nuvem para que o utilizador aceda quando quiser.
O Robin foi colocado hoje na plataforma Kickstarter, para uma campanha que terminará no final de setembro e que pretende angariar meio milhão de dólares (445 mil euros). Os primeiros mil apoiantes receberão o telemóvel por 299 dólares e todos os outros terão acesso ao mesmo por 359 dólares. Quando chegar ao mercado, no início de 2016, vai custar 399 dólares (355 euros, antes de impostos).