Roma e Paris defendem conclusão da União Bancária europeia

O ministro das Finanças italiano, e o homólogo francês defenderam a conclusão da União Bancária europeia como prioridade.
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O ministro das Finanças italiano, Giovanni Tria, e o homólogo francês, Bruno Le Maire, defenderam em Roma como prioridade a conclusão da União Bancária europeia a criação de um Orçamento para a zona euro.

Num comunicado conjunto divulgado no final de um encontro em Roma, durante o qual abordaram questões económicas bilaterais e comunitárias, os dois ministros sublinham "a necessidade de melhorar a União Económica e Monetária".

A zona euro "devia ser uma área de maior estabilidade, crescimento e emprego para todos os cidadãos", referem os ministros, defendendo que "uma colaboração mais estreita (...) e um debate mais intenso e regular poderia favorecer o progresso" face à cimeira do euro em dezembro.

Tria e Le Maire concordaram em "dar prioridade ao trabalho para completar todos os aspetos da União Bancária e para a criação de um orçamento na zona euro para garantir uma maior estabilidade e convergência" entre os países da moeda única.

Por outro lado, os dois ministros apostam na adoção a curto prazo da proposta da Comissão Europeia sobre a imposição de impostos dos serviços digitais a partir do próximo ano a favor de uma maior "igualdade e eficiência", indica o comunicado.

O objetivo é "começar a enfrentar o tema da criação de impostos para a economia digital" porque a questão é da "máxima importância para os cidadãos e garantiria uma maior igualdade e eficiência".

Os dois ministros também concordaram com a oportunidade de intensificar os esforços para "assegurar progressos imediatos sobre a necessidade de harmonizar o imposto base das empresas na Europa através da rápida adoção da diretiva sobre a base tributária consolidada comum do imposto sobre as pessoas coletivas.

Os ministros defendem que esta harmonização "reforçaria a transparência, reduziria os custos de cumprimento e simplificaria a burocracia para as empresas em toda a Europa, sobretudo para as PME".

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