"Pagar os serviços partilhados era a função. Não era um saco azul. Há registos, que estão a ser alvo de investigação pelo Ministério Público", reiterou Ricardo Salgado.
Sobre os capitais próprios da ESI, o responsável disse que "só no final de 2013 é tivemos a perceção do problema e através do balanço consolidado. Eu e a minha família perdemos muito dinheiro com a ESI e com o colapso do Grupo. Não havia a perceção e aconteceu tudo subitamente. Cometemos erros, os erros estavam a ser atacados e resolvidos mas depois não tivemos tempo. Não houve tempo. Espero que tenham entendido que a confiança no BES não tinha sido abalada senão não tínhamos feito o aumento de capital com sucesso".
"Se eu soubesse em 2006 o que viria a acontecer teríamos acelerado o processo", admitiu.
Salgado defendeu que "nós tivemos uma aceleração do endividamento mas tínhamos a convicção de que iríamos dar a volta. Mesmo no quadro mais stressante a ESI era viável e sustentável".
"A situação do GES estava nitidamente caracterizada por um endividamento elevado. Mas essa era a característica de muitos grupos portugueses. Arrastámos demais os pés. Cometemos erros, devíamos ter reestruturado mais cedo", admitiu.