São 23 os concelhos em alerta. Cabeceiras de Basto recua no desconfinamento

Houve uma melhoria da situação pandémica no país e Governo anuncia que as condições de acesso e permanência nas praias são semelhantes ao ano passado.
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Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, anunciou na conferência de imprensa do Conselho de Ministros que a estratégia de "agir localmente" consoante a situação pandémica em diferentes regiões do país está a resultar e a incidência a 14 dias reduziu para metade, no que chama de "sinal que a pandemia está controlada".

Há quatro concelhos que avançam agora no desconfinamento após terem parado o processo e são eles Miranda do Douro, Aljezur, Portimão e Valongo.

São 23 os municípios em situação de alerta, com nove concelhos a sair e seis a entrar, o que acaba por ser uma "melhoria".

A maioria do país continua com as regras de 1 de maio, mas existem cinco exceções. Cabeceiras de Basto recua no desconfinamento e há quatro concelhos que se mantêm na fase em que estão (Carregal do Sal, Paredes, Resende e duas freguesias de Odemira - São Teotónio e Longueira/Almograve).

Mantém-se também a cerca sanitária nas duas freguesias do concelho de Odemira onde o risco de incidência é maior (São Teotónio e Longueira/Almograve).

Mariana Vieira da Silva explica que também foi aprovado um decreto-lei que "define as condições de acesso e permanência nas praias, com as regras do ano passado, com exceção da atividade desportiva nestes locais".

A reunião do Infarmed da próxima semana já não irá acontecer, pelas melhorias recentes, indicou a governante.

Ainda assim, o Governo pediu aos peritos "um novo olhar sobre as regras de desconfinamento à luz de uma maior percentagem da população vacinada", algo que deve ocorrer no final do mês de maio.

Já sobre a questão das patentes das vacinas o Governo remete a decisão para as estruturas europeias.

Mariana Vieira da Silva explicou que no caso da situação dos migrantes no Alentejo que o Governo "tem procurado proceder a fiscalizações" e "só foi possível concluir o processo [da chegada dos migrantes ao Zmar] durante esta madrugada", indicando que "não é a hora a que ninguém gostaria de concluir este processo".

O objetivo passa por "testar, isolar e garantir condições de alojamento a quem não as tem".

A ministra refere que os números estão "significativamente mais baixos do que há uma semana em Odemira, mas ainda não estão abaixo dos 120 casos" por cem mil habitantes", acrescentando que há alterações à cerca sanitária no concelho, nomeadamente, ao nível das condições de trabalho em que as pessoas "podem ser autorizadas a entrar". Contudo, "não estamos em condições ainda de levantar a cerca", diz.

Para já a prioridade é o combate à pandemia e no futuro a questão das condições dos migrantes, disse a ministra.

(o vídeo completo da conferência de imprensa)

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