Identificados 90 casos irregulares na atribuição do apoio de 125 euros

Segurança Social vai pedir a devolução dos pagamentos indevidos e passar o cheque a quem tinha direito e não recebeu.
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A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, afirmou esta sexta-feira que foram detetadas cerca de 90 situações em que o apoio de 125 euros para titulares de rendimentos mensais até 2700 euros brutos terá sido atribuído a pessoas que não reuniam as condições para tal.

"As situações detetadas pela Segurança Social em que havia alguma situação não devidamente comprovada foram 90 em milhões", disse a ministra, salientando que nestes casos os serviços ou eliminam a transferência ou pedem a devolução do valor.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social falava numa conferência de imprensa conjunta com os ministros da Economia e das Finanças, que se realizou esta sexta-feira, em Lisboa, tendo sido questionada sobre as irregularidades detetadas na atribuição deste apoio às famílias, nomeadamente o facto de pessoas com visto gold terem sido abrangidas.

Na resposta, a ministra afirmou que o critério para atribuição não tinha a ver com as pessoas serem ou não detentoras de um visto gold, reiterando as nove dezenas de situações encontradas, mas sem as detalhar.

Ana Mendes Godinho disse ainda que foram detetados casos pontuais em que estes 125 euros deviam ter sido atribuídos e não foram, cujo pagamento será feito durante o mês de janeiro. Tal como o Dinheiro Vivo noticiou, houve casos de estagiários bolseiros do Instituto e do Emprego Profissional (IEFP), que deveriam ter recebido o cheque de 125 euros destinado a mitigar os impactos da inflação, mas apenas tiveram direito ao apoio de 50 euros por dependente.

Relativamente ao novo apoio de 240 euros, pago em 23 de dezembro e dirigido apenas a quem recebe prestações sociais mínimas ou beneficia da tarifa social de eletricidade, a ministra afirmou não ter reporte de situações indevidas, designadamente como as registadas aquando do pagamento do apoio de 60 euros em que pessoas sem residência em Portugal foram contempladas, já que a residência passou a ser um critério.

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