Uma série de 12 quadros de paisagens do pintor Qi Baishi foi leiloada por 931 milhões de yuan (120 milhões de euros), tornando-se na mais cara obra de arte chinesa da história, noticia esta segunda-feira o jornal China Daily.
A série "12 paisagens", vendida no domingo em Pequim pelo conglomerado Poly, dedicado à arte e ao investimento imobiliário, transformou-se também numa das 20 obras mais caras da arte mundial, retirando da seletiva lista uma das versões d' "O Grito", a célebre obra do pintor norueguês Edvard Munch.
A licitação começou em 450 milhões de yuan (58 milhões de euros), mas acabaria por chegar ao dobro após a oferta final de um comprador, cujo nome não foi ainda revelado, apresentada por telefone.
O preço final da obra, o primeiro relativo a arte chinesa a superar os 100 milhões de dólares (85 milhões de euros), bateu o recorde que o próprio Qi Baishi tinha estabelecido em 2011, quando a sua obra "Águia pousada num pinheiro" foi arrematada por 65,5 milhões de dólares (55,6 milhões de euros) num leilão da China Guardian Auctions.
A série de 12 paisagens verticais, cada uma com 1,8 metros de altura, foi pintada por Qi Baishi em 1925 e segue os cânones das tradicionais aguarelas paisagísticas orientais.
Oferecidos pelo artista a um amigo em Pequim, os quadros mudaram de proprietário por diversas vezes mas estiveram sempre nas mãos de colecionadores privados.
Qi Baishi (1864-1957) é considerado um dos mais influentes artistas plásticos chineses do século XX.