Sete países querem organizar Mundial feminino

Depois do sucesso, apesar do fuso, do torneio na Austrália e na Nova Zelândia, FIFA tem crescimento do número de interessados em 2027
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A FIFA já recebeu o pedido de quatro candidaturas, envolvendo sete países, à organização do Mundial de futebol feminino de 2027. Para a alta procura, contribuiu, claro, o sucesso da edição, acabada de encerrar com a vitória da Espanha, na Austrália e na Nova Zelândia.

Os concorrentes são Bélgica, Países Baixos e Alemanha, numa candidatura em trio, a África do Sul, depois de em 2010 ter organizado o mundial masculino, o Brasil, que hospedou o mundial masculino seguinte, em 2014, e Estados Unidos e México, dois dos países que, em 2026, vão sediar o mundial de homens ao lado do Canadá.

A formalização das candidaturas está marcada para dezembro e a decisão e anúncio da FIFA para agosto de 2024.

A edição deste ano foi um sucesso de público e receita, de acordo com números divulgados no jornal Financial Times: os 570 milhões de dólares gerados chegaram e sobraram para cobrir os custos, a audiência em todo o mundo ultrapassou os dois mil milhões de espectadores e foram vendidos mais de 1,7 milhões de bilhetes nos estádios.

Gianni Infantino, o presidente da FIFA, concluiu que "os dados deste Mundial, apesar das supostas desvantagens relativas aos fusos horários, provaram uma vez mais que o crescimento do futebol feminino é exponencial e imparável".

As supostas desvantagens relativas aos fusos horários a que o presidente da FIFA aludiu, no entanto, quase resultaram num black out europeu. A poucas semanas do pontapé de saída do torneio, a FIFA ainda ameaçava os países do Velho Continente de não assistirem aos jogos em virtude das baixas (baixíssimas) ofertas das televisões dos maiores países por encontros disputados em horários de baixa audiência.

"Inaceitável", chegaram a dizer dirigentes da FIFA sobre as propostas.

No fim, tudo se resolveu e os europeus conseguiram ver duas seleções do continente, Espanha e Inglaterra, na final, e mais uma, Suécia, nas meias-finais.

Em 2027, há mais e, ao que tudo indica, com mais dinheiro envolvido.

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