Os dados, disponíveis na página dos Serviços de Inspeção e Coordenação de Jogos na Internet, apontam para receitas de 351.521 milhões de patacas (28.063,9 milhões de euros, ao câmbio atual) arrecadados nos casinos (uma queda de 2,6% face a 2013) e de 1.193 milhões de patacas (129,2 milhões de euros, ao câmbio atual) apurados nas corridas de galgos e cavalos, lotarias e apostas em jogos de futebol e basquetebol.
Na análise das receitas dos casinos verifica-se que o Bacará Vip, a maior fonte de receita das salas de jogo, gerou menos 10,89% de receitas em 2014, face ao ano anterior, para um total de 212.535 milhões de patacas (23.010,9 milhões de euros, ao câmbio atual).
Já as receitas do Bacará jogado nas salas de massas aumentaram 16,29%, para 106.527 milhões de patacas (11.538,6 milhões de euros, ao câmbio atual), ligeiramente acima de metade do peso do Bacará Vip, o que reforça a tese da importância crescente do mercado de massas em detrimento do peso dos grandes apostadores.
As receitas do Bacará Vip no quarto trimestre fixaram-se em 46.059 milhões de patacas (4.987,8 milhões de euros, ao câmbio atual), menos 29,2% do apurado na mesma rúbrica no primeiro trimestre do ano. Já o Bacará jogado nas salas abertas registou uma queda de 21,8% no mesmo intervalo.
Em termos de receitas brutas dos casinos, no quarto trimestre, as receitas - de 75.580 milhões de patacas (8.187,6 milhões de euros, ao câmbio atual) - caíram face aos primeiros três meses do ano 26%.
No final de 2014, Macau tinha 35 casinos, que disponibilizavam 5.711 mesas de jogo e 13.018 slot machines.
2014 ficou marcado por ser o primeiro ano em que as receitas dos casinos apresentaram uma queda face ao ano anterior desde que os novos operadores chegaram ao mercado em 2004.
Apesar da quebra, o Governo de Macau, que cobra direta e indiretamente 39% das receitas brutas apuradas no setor, não regista qualquer problema de tesouraria, já que apenas gasta cerca de um terço de todas as receitas apuradas pela Administração.