"Os centros comerciais têm suportado sozinhos os apoios aos lojistas e os efeitos desta crise pandémica, sem qualquer tipo de compensação. Esta situação não pode manter-se", reagiu a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), em declarações ao Dinheiro Vivo, às novas restrições anunciadas pelo Governo durante o novo confinamento geral do país.
A proibição da venda ao postigo, a limitação do horário de funcionamento às 20h durante a semana, até às 13h no fim de semana (a exceção é o retalho alimentar que pode fechar às 17h) e o fecho dos restaurantes mesmo em regime de take away são as novas medidas anunciadas esta segunda-feira por António Costa.
"A APCC relembra que os Centros Comerciais são ambientes seguros e controlados, onde não foram identificadas origens de surtos pandémicos, mas não deixa de manifestar a sua compreensão para a necessidade da adoção de medidas para o controlo da pandemia", refere a associação que representa centros como o Centros Colombo, Amoreiras Shopping, NorteShoppping ou os Alegro, entre outros.
"Os Centros Comerciais estavam preparados para manter a atividade mas, como habitualmente, irão acatar as novas medidas impostas e cooperar com as autoridades para a implementação das mesmas, assim contribuindo para o combate à pandemia", diz ainda.
"A APCC considera que chegou a altura de o Governo encarar este tema e encontrar soluções para ajudar a ultrapassar as dificuldades vividas pelos lojistas e pelos proprietários dos Centros Comerciais. Até hoje os Centros Comerciais têm suportado sozinhos os apoios aos lojistas e os efeitos desta crise pandémica, sem qualquer tipo de compensação. Esta situação não pode manter-se", alertam.
Com o fim do pagamento das rendas fixas desde 14 de março até ao final do ano, a APCC calcula que apoio em 600 milhões de euros os lojistas.