Na lista dos treinadores mais bem pagos do mundo, Diego Simeone é um capítulo à parte. O treinador que se confunde com a história do Atlético Madrid, clube que pegou no meio da tabela em 2011 e conduziu à conquista de duas ligas espanholas, mesmo com a concorrência dos tubarões Real Madrid e Barcelona, além de duas ligas Europa e de duas finais de Liga dos Campeões, ganha quase o dobro do segundo mais bem pago, Pep Guardiola.
São 40 milhões de euros anuais para o argentino contra "apenas" 22,68 para o catalão do Manchester City. No terceiro lugar, o italiano Antonio Conte, do Tottenham, e o alemão Jürgen Klopp, do Liverpool, empatados com 17,88 milhões.
Na lista, elaborada pelo Sportingpedia só estão contabilizadas as cinco maiores ligas da Europa - Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1 -, aquelas que, naturalmente, mais pagam. Os italianos Massimiliano Allegri, da Juventus, e Carlo Ancelotti, do Real Madrid, e o argentino Maurício Pocchettino, entretanto demitido do Paris Saint-Germain, ocupam as posições seguintes do ranking, à frente do primeiro português, José Mourinho, da Roma, com salário anual de 9,24 milhões de euros.
Mas os treinadores dos grandes portugueses, de acordo com as notícias publicadas na imprensa desportiva com base nos relatórios e contas das SAD, têm salários competitivos. O recém-contratado Roger Schmidt já está a ganhar em torno de dois milhões de euros por ano no Benfica. Menos que Sérgio Conceição, com contrato com o FC Porto, assinado em 2021, no valor de cinco milhões por época. Ruben Amorim é ainda mais bem pago, pelo Sporting: ganha perto de seis milhões, ainda assim quase sete vezes menos do que o multimilionário Simeone.