O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) espera uma adesão superior a 90% na greve agendada para esta quarta-feira e quinta-feira na região Centro por melhores salários e contra a falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"Esperamos uma adesão expressiva, em linha com as adesões nas últimas greves e, portanto, claramente superior a 90%", disse José Carlos Almeida, secretário regional do Centro do SIM, em conferência de imprensa à porta do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
O secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, salientou que, "depois de um ano e meio em que o Governo se comprometeu a negociar com os sindicatos uma nova grelha salarial, não houve outra possibilidade [se não fazer greve] já que a proposta que a tutela é de um aumento de 1,6% de salários aos médicos que trabalham no SNS, que perderam 25% do poder de compra".
O dirigente nacional do SIM adiantou que, até outubro, aqueles profissionais de saúde vão fazer tudo para que "o processo negocial decorra da melhor maneira", referindo que, na próxima quinta-feira, está agendada nova reunião, na qual o SIM espera que o "Governo seja sério".