Depois de três anos consecutivos em que foi possível chegar a acordo para progressão salarial, a FESHAT - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal - recusou neste ano a proposta de revisão do contrato coletivo de trabalho apresentada pela APHP, a associação que junta os hospitais privados.
À semelhança do ano passado, em que foram firmadas subidas médias de 5,2% nas remunerações, incluindo subsídio de refeição, e tendo agora em conta os valores da inflação, a APHP propunha um aumento na ordem dos 6,7% na remuneração de todos os trabalhadores e também o reforço do subsídio de alimentação, progressões que ficam assim inviabilizadas.
O acordo com a FESAHT abrange diversas categorias profissionais, incluindo auxiliares de ação médica, serviços gerais, serviços administrativos, técnicos de saúde, serviços técnicos e de manutenção e cozinha e restauração - um universo estimado em mais de 19 mil colaboradores.
"A proposta da APHP situa-se acima do patamar fixado pelo governo, mas o sindicato afeto à CGTP recusou liminarmente a proposta", informa fonte oficial da Associação liderada por Óscar Gaspar. "Os aumentos ficam, deste modo, por concretizar". Resta agora aguardar a intervenção do Ministério do Trabalho para tentar conciliar as partes.