A Sociedade de Importação de Veículos Automóveis nasceu de uma startup. Em 1987, o empresário João Pereira Coutinho adquire a Volkswagen Portugal que, na década de 90 cresceu e diversificou o negócio de importação de veículos. É hoje o maior grupo automóvel português.
Em 2014, a SIVA escalou 18 lugares e ocupa agora a 37ª posição no ranking das 1.000 maiores empresas nacionais. É uma das companhias que integra o Grupo SAG e distribuiu as marcas do grupo alemão Volkswagen (VW) no mercado português: Volkswagen, Audi, Bentley, Lamborghini, Skoda e Volkswagen Veículos Comerciais.
Os 146 postos de trabalho diretos representaram um custo de quase 6,3 milhões de euros. Mas, em contrapartida, geraram 34 milhões de valor acrescentado para a importadora de veículos. Feitas as contas, o rácio de produtividade é de 5,5. Ou seja, cada euro investido com o pessoal representou um ganho de 5,46 euros.
Em matéria de eficácia e eficiência dos colaboradores, a empresa sublinha, na sua página oficial, a “aposta na inovação e nos recursos humanos e capacidade de antecipar métodos e oportunidades” como os valores centrais da organização desde a sua criação. No total, as redes das marcas do grupo empregam mais de 2100 pessoas.
Apesar da conjuntura económica adversa, a empresa de comércio de veículos automóveis ligeiros registou um crescimento de 24% do volume de negócios para quase 463 milhões de euros no ano passado. Já no campeonato da rendibilidade, o lucro da SIVA avançou 10% para 7,6 milhões.
Este ano, a empresa tem estado nos holofotes mediáticos. Por um lado, não passou imune ao escândalo de manipulação de emissões que se abateu sobre a Volkswagen em setembro. Coube à SIVA a responsabilidade de anunciar o número de veículos com kits fraudulentos em Portugal: 94 400.
Ainda assim, as vendas subiram 7,8% para 1374 veículos em novembro. Aliás, no acumulado do ano, dispararam 25% para quase 16 mil veículos. A marca tem uma quota de mercado de 10,3% no mercado de veículos ligeiros de passageiros.
Para responder às crescentes exigências do mercado automóvel, a SIVA alargou a sua atividade aos serviços de manutenção e reparação, através da rede de oficinas autorizadas da marca, e de assistência.
Por outro lado, o processo de contraordenação contra a SIVA, aberto pela Autoridade da Concorrência, por indícios de infração às regras da concorrência também colocou a SIVA no radar da atenção do mercado.
“A investigação desenvolvida identificou a existência de contratos de extensão de garantia que impediriam os consumidores de efetuarem reparações em oficinas independentes, sob pena de perderem o direito à garantia do fabricante”, lê-se no comunicado da entidade reguladora.