Smartphones premium foram os que mais cresceram em Portugal em 2022

Dados divulgados pela GfK Portugal mostram que venda dos modelos com preço de 600 euros ou mais subiu 14% no ano passado.
Publicado a

Num ano complicado para o mercado das telecomunicações, o segmento de smartphones premium foi o que mais cresceu em Portugal em 2022. Os dados da GfK Portugal refletem uma tendência interessante que contraria o que aconteceu no mercado global: embora a nível de unidades as vendas tenham caído 12,5%, as receitas cresceram 3,5%. Isto deve-se ao valor mais elevado dos smartphones vendidos em Portugal.

No mercado mundial, pelo contrário, as receitas caíram 10,2% em cima de uma diminuição de 9,1% da procura.

Os altos e baixos do mercado global devem-se a uma série de fatores. Por um lado, muitos consumidores contraíram a procura por terem orçamentos mais limitados e afetados pela elevada inflação. Por outro lado, os consumidores com rendimentos médios e altos impulsionaram o mercado.

O relatório divulgado pela GfK indica que o mercado português teve especial apetência por smartphones 5G e com grande capacidade de armazenamento. Os dispositivos 5G cresceram 34% em valor, o que significou um peso de 67% na receita total do segmento, e os aparelhos com mais de 256GB de capacidade cresceram 30%, ou um quarto da receita total. Feitas as contas, houve um crescimento de 14% na venda de smartphones com preços de 600 euros ou superior. Este segmento representou mais de metade da receita dos smartphones.

A tendência positiva estendeu-se aos wearables, que geraram mais 4% de receitas no ano passado em comparação com o período anterior. Esta subida deveu-se sobretudo ao bom desempenho dos relógios inteligentes, que cresceram 29%. No sentido inverso, as pulseiras de fitness caíram quase 30%.

Os especialistas da GfK apontam para uma estabilização do mercado, que deverá ter uma performance mais sólida em 2023. "Espera-se que a China, o maior mercado único, venha retomar e impulsionar de forma significativa o crescimento global", refere a firma em comunicado.

Há ainda uma nota para a importância de retalhistas e fabricantes continuarem a inovar em dispositivos mais rápidos e poderosos, que lhes permitam "diferenciarem-se dos concorrentes, manter o mercado competitivo e impulsionar a procura do consumidor."

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt