O Governo vai reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com mais 745 milhões de euros, depois de em agosto ter injetado 350 milhões de euros.
Este ano, o SNS vai contabilizar um reforço de capital de quase 1,1 mil milhões de euros, de forma a reduzir a dívida acumulada e aumentar "a capacidade de resposta e de produção" dos hospitais e dos centros de saúde, avança o jornal Público citando o Ministério da Saúde.
A maior verba - 630 milhões de euros - destina-se aos hospitais EPE (entidades públicas empresariais) e os restantes 115 milhões de euros às Administrações Regionais de Saúde (ARS), revela o Ministério da Saúde.
Os hospitais vão beneficiar de uma nova dotação de capital, como sucdeu em agosto. Já as ARS, que não podem contrair dívida, terão um reforço orçamental.
As injecções extraordinárias de capital para saldar pagamentos em atraso são uma prática corrente no SNS.
Os hospitais públicos não conseguem pagar as facturas nos prazos considerados aceitáveis e acumulam dívidas. Este ano, a situação é mais complicada devido à pandemia e também porque está a ser recuperada a actividade que ficou por fazer em 2020 e início de 2021.