O número de médicos reformados a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) nunca foi tão alto como aquele que se registava no final de junho: 478. É um número recorde, noticia o Público esta quarta-feira, reaçando que mais de dois terços dos médicos aposentados que trabalham no SNS estão nos centros de saúde, onde ajudam a aliviar um pouco o problema da falta de médicos de família.
De acordo com o matutino, estes médicos têm um contrato de trabalho a termo certo com o SNS que pode ser renovado. Foi em 2010, na era de Ana Jorge à frente do Ministério da Saúde, que foi aprovada a medida que permite aos médicos reformados regressar ao ativo e exercer funções remuneradas no SNS. Para regressarem só necessitam de autorização prévia do ministro da Saúde e que fundamente o interesse público excepcional da contratação.
A medida foir criada para tentar minimizar o impacto da corrida às reformas antecipadas, que ocorreu então, e da carência de médicos em várias especialidades, com particular acuidade na de medicina geral e familiar.