Quase metade (47%) dos estudantes escolheram a universidade com base no potencial de uma carreira futura promissora, mas só 11% dos alunos dizem sentir-se preparados para começar a trabalhar após a passagem pela universidade. E "apenas um terço dos estudantes inquiridos admite ter tido excelentes experiências na universidade".
Estes são dados divulgados pela Salesforce, tecnológica de Customer Relationship Management (CRM), no estudo Connected Student Report, que pretende compreender as características particulares da formação superior na preparação dos jovens para o mercado de trabalho, avança um comunicado da empresa.
O estudo sugere que as instituições de ensino superior se atualizem para atraírem os estudantes, porque as empresas começam a retirar exigência de formação superior e as competências digitais são cada vez mais importantes, mas menos alvo de formação (só 32% dos estudantes da Geração Z - geração de pessoas nascidas entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010 - diz sentir que tem recursos para aprender competências digitais essenciais no mundo profissional).
A análise, que conta com a participação de mais de 1300 estudantes universitários e 1300 profissionais com ensino superior de vários países em todos os continentes, conclui que só um terço dos estudantes inquiridos avaliou positivamente o processo de candidatura e inscrição e, destes, 2%, dizem ter tido depois uma excelente experiência universitária. E só 12% dos estudantes sentem-se integrados na instituição. Dos estudantes que se sentiram integrados, estes foram 35 vezes mais propensos a ter uma melhor experiência universitária no geral, comparativamente aos restantes.
Cerca de sete em cada dez estudantes, valor que corresponde a 69%, que tiveram uma boa integração sentiram que a faculdade dava uma experiência personalizada e adaptada às necessidades e interesses individuais.
Ainda no comunicado da Salesforce, 48% dos estudantes consideram que as qualificações adquiridas só serão úteis na profissão escolhida nos primeiros cinco anos após os estudos.
Mas, quase metade (49%) dos alunos espera ganhar da aprendizagem das universidades competências e conhecimentos relacionados com o trabalho, seja online ou presencial. O mesmo número de estudantes sublinha que a universidade poderia apoiar na formação contínua ao longo da vida, permitindo acesso a cursos sem custos.
Na mesma análise, 40% dos estudantes dizem sentir a necessidade de haver workshops relacionados com carreiras concretas, para os ajudar a construírem a carreira.
Só 10% dos estudantes revelam ter ligação às comunidades de estudantes e 24% dizem estar satisfeitos com os serviços e apoio, lê-se.
No que diz respeito à saúde mental e apoios financeiros, 36% querem mais recursos de bem-estar (acima dos 24%, comparando com o ano passado) e 40% querem ajuda para equilibrar a vida académica, profissional e pessoal.
Quando questionados sobre os valores que querem que a universidade defenda, a diversidade e inclusão foi a terceira escolha mais comum, conclui a nota.