"Só a pensar no nosso país não vamos lá"

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"Pediram-me para falar de criatividade. O que significa que estamos mesmos aflitos", começa por dizer Guta Moura Guedes, directora da Experimenta Design, durante a conferência de aniversário do Dinheiro Vivo Lançar, Fazer, Investir, hoje no hotel Tivoli em Lisboa.

A responsável considera que a criatividade não é um exclusivo dos criativos. "Conseguir fazer a partir do que não existe algo que é diferenciador" é o que é necessário no dias que correm.

"Na resolução desta crise, tendo o pensamento só concentrado no nosso país, não vamos lá, na plataforma europeia não vamos lá, temos de pensar numa escala global", argumenta Guta Moura Guedes.

"No processo de geração de ideias estamos sempre a absorver" e os criativos constroem a partir dali. "São pessoas corajosas. Há que ter coragem de dizer e de se fazer aquilo que se pensa", continua.

Os criativos têm imensa curiosidade. "Sem isso é impossível ir mais longe", diz. A urgência, sobretudo, em momentos de crise "é um trigger de criatividade". "Em momentos de aflição, nós, e os portugueses são conhecidos por isso, produzimos criatividade", refere.

"Tudo isto se move com a paixão, com a energia. Se as usarmos em coisas quotidianas desvanece-se. Há que concentrar esta energia na coisas verdadeiramente criativas", defende.

"Consenso social - como há pouco se falou - não pode ser impeditivo da disrupção criativa", argumenta.

"Sair da zona de conforto é chato, mas abre-nos uma porta", diz.

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