Startup, subs. plural

Para uma startup é necessário que os seus promotores aceitem trabalhar com equity em vez de um salário e que tenham vontade de ser donos do destino.
Publicado a

Por definição, as startups são empresas em início de atividade que criam modelos de negócio altamente escaláveis, que apresentam um potencial de rápido crescimento e uma forte interligação entre a inovação dos seus produtos/serviços e a rapidez com que os colocam no mercado. Caracterizam-se, ainda, pelo forte espírito empreendedor dos seus promotores, pelo conhecimento técnico e de multidisciplinaridade das equipas e pela capacidade de angariarem os recursos necessários para completar o desenvolvimento e a colocação dos seus produtos/serviços no mercado.

O conceito de incubação de empresas está relacionado com o apoio na fase inicial da criação de uma empresa, quando estas ainda estão num processo embrionário e necessitam de ter acesso a áreas de trabalho, centros administrativos, serviços, conhecimento e talento para concretizarem os seus objetivos. A proximidade geográfica entre as várias empresas instaladas numa incubadora de empresas influencia a frequência de contactos e potencia a criação de redes inovadoras que permitem criar fatores de diferenciação e promover o crescimento e a competitividade dessas empresas.

O conjunto de competências de uma incubadora de empresas contribui, ainda, para que os empreendedores se foquem nas principais atividades do negócio, reduzindo custos e evitando potenciais falhas. A interação que se cria entre agentes económicos e sociais nestes ecossistemas propicia o estabelecimento de atividades inovadoras, sendo que, diferentes contextos com diferentes estruturas institucionais, terão processos inovativos qualitativamente diversos.

Mas para se criar uma startup nos dias de hoje é necessário que os seus promotores tenham a atitude certa: que aceitem trabalhar com equity em vez de um salário, que tenham vontade de serem “donos” do seu destino (sem necessariamente dependerem de terceiros), que tenham facilidade em conviver com mudanças, incertezas e risco, que valorizem a curiosidade e a vontade de aprendizagem constante, que tenham uma boa dose de automotivação, grande capacidade de trabalho e de liderança, sendo determinante que tenham a capacidade para constituírem equipas com capacidade para executar o projeto.

Cabe-nos a nós, enquanto comunidade, “ativar” este nosso ativo de empreendedores e promovê-los como um caminho profissional no mínimo idêntico a outras possibilidades.

Celso Guedes de Carvalho é diretor da incubadora de empresas da Universidade de Aveiro. Leia aqui todas as Histórias de Fazedores

Diário de Notícias
www.dn.pt