STCP poupa quatro milhões de euros por ano com a frota a gás natural

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A sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) poupou, em 2013, mais de quatro milhões de euros em combustíveis e evitou a emissão de 1.600 toneladas de CO2 graças aos 254 autocarros movidos a gás natural que percorrem a Área Metropolitana do Porto (AMP). As contas foram apresentadas, ontem, pelo presidente da STCP, João Velez Carvalho, na conferência "Gás Natural em Portugal", que decorreu na Alfândega.

"Para a STCP, o gás natural é significativamente mais vantajoso, quer na vertente económica, quer na vertente ambiental, não sendo impeditivo o custo de aquisição de frota (20% mais elevado do que nos veículos a gasóleo) ou de instalações (de abastecimento, com compressores, e de manutenção), até porque o tempo de amortização desse investimento é de 3,5 anos", resumiu o presidente da transportadora.

Após os primeiros autocarros de teste, há 14 anos, a STCP aumentou progressivamente a sua frota de veículos movidos a gás natural, que hoje representam a maioria (53%) dos 475 veículos que circulam na AMP e percorreram, no ano passado, 23 milhões de quilómetros.

Ao longo dos últimos 13 anos, a empresa poupou 21,9 milhões de euros com os veículos a gás, tal como contabilizou, aliás, o relatório de contas de 2012. Velez Carvalho confirmou os números e concluiu que "o gás natural, sem dúvida, é um fator de competitividade para a STCP".

No ano passado, a empresa gastou 9,3 milhões de euros em combustíveis, o que representa cerca de 18% dos resultados operacionais e é o segundo maior custo, a seguir aos gastos com pessoal. Dessa fatura, 4,6 milhões de euros compraram 10 milhões de metros cúbicos de gás natural. Ou seja, sem este tipo de frota, os custos com combustíveis teriam ascendido a 13,570 milhões de euros.

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