A proposta do governo para a atualização salarial da função pública em 2023 prevê aumentos entre 8% e 2%. A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Maria Helena Rodrigues, considera que o executivo "não tem em conta o valor da inflação", o que se traduzirá "numa perda do poder de compra", afirmou esta segunda-feira, no final da primeira ronda negocial com a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires, sobre os aumentos salariais no Estado.
No caderno reivindicativo, o STE "exige aumentos nunca abaixo de 7%", valor previsto para a inflação deste ano. Maria Helena Rodrigues apontou que "esperava mais e melhor da proposta do governo".
"O governo apresentou uma proposta que não é igual para todos para todos. É diferente consoante as remunerações", ou seja, "trata-se de diminuir o poder de compra de uns para dar aos outros", declarou a presidente do STE. E acrescentou: "Achávamos que o governo podia fazer melhor até porque o governo não está limitado pelo cumprimento do défice excessivo, uma vez que as regras estão suspensas".
"Há ainda um calendário para a revisão do sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública (SIADAP) a partir de de 2023 e uma reestruturação da Tabela Remuneratória Única (TRU) que vai sofrer alterações pelos escalões mais baixos", indicou Maria Helena Rodrigues.
Segundo a presidente do STE, as reuniões entre o governo e os sindicatos da Função Pública retomam na próxima sexta-feira, dia 7 de outubro.