Subida do preço das casas atinge máximo histórico em junho

Comprar um imóvel encareceu 13,2%. Mercado absorveu 43 607 casas, num investimento de 8,3 mil milhões.
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O preço das casas em Portugal continua a subir desenfreadamente e a bater recordes. Entre abril e junho deste ano, aumentou 13,2% face ao mesmo período de 2021, divulgou ontem o Instituto Nacional de Estatística. É o maior crescimento registado desde que o INE iniciou esta análise, em 2009.

Apesar destes aumentos, do contexto inflacionista que o país vive e da subida de taxas de juro, foram vendidas 43 607 casas no segundo trimestre deste ano, o que representa um crescimento homólogo de 4,5%. Já o volume de transações atingiu os 8,3 mil milhões de euros, mais 19,5%. Mas, em junho, já se verificaram alguns sinais de abrandamento.

Perto de 6,3 mil milhões de euros foram gastos na compra de casas usadas (um aumento homólogo de 16,8%) e dois mil milhões em habitações novas (mais 29%). O preço dos imóveis residenciais existentes evidenciou neste período um incremento homólogo de 14,7%, enquanto nas novas subiu 8,4%.

Para este dinamismo do mercado, contribuíram essencialmente as famílias portuguesas, que desembolsaram 7,2 mil milhões de euros (86,7% do investimento global) para adquirir 38 181 casas (87,6% do número total) no 2.º trimestre. Os estrangeiros compraram 2 783 imóveis, volume que corresponde a 11,9% do valor total transacionado.

Travão em junho

No arranque da primavera, o número de transações estava em alta, mas com o aproximar do verão (e de uma realidade económica de maior incerteza) verificou-se uma travagem. Em abril, deu-se um crescimento de 11,3% na quantidade de operações de compra, em maio de 12,7%, mas em junho - pela primeira vez desde fevereiro de 2021 - registou-se um decréscimo (7,6%). O valor transacionado acompanhou esta evolução. Assim, abril e maio apresentaram crescimentos homólogos próximos de 28%, que baixaram para 6,3% em junho, adianta o INE.

No 2.º trimestre, foram transacionadas 13 336 casas na Área Metropolitana de Lisboa, gerando um volume de vendas de 3,5 mil milhões (42% do total). Na região Norte, foram adquiridos 11 967 imóveis, num total de 1,9 mil milhões (22,3%). No Algarve, venderam-se 4166 habitações.

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