Suíça: Novas regras não vão afetar quem já vive no país

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O Governo suíço garante que

os direitos inscritos no acordo sobre a livre circulação não serão

alterados com as novas leis sobre a entrada de estrangeiros, mas há

dúvidas sobre as modalidades dessa nova legislação.

Os suíços decidiram no domingo em referendo voltar a limitar a

entrada de cidadãos de países da União Europeia (UE) no seu

mercado laboral, através da instituição de quotas anuais que devem

aplicar-se daqui a três anos.

Segundo informação na página de Internet da Confederação, os

estrangeiros que vivem na Suíça podem ficar no país e preservam os

direitos inscritos no acordo de livre circulação.

Céline Kohlprath, porta-voz do Departamento Federal de justiça e

policia (DFJP) e do Observatório federal das migrações (ODM),

disse à Lusa que "o novo sistema se aplicará aos estrangeiros

que chegarem à Suíça para trabalhar depois da entrada em vigor da

nova lei".

Mas a Confederação helvética não tem ainda claramente definido

o futuro destes trabalhadores.

"Está claro que as novas disposições constitucionais vão

limitar a imigração com quotas e contingentes anuais. Mas, ainda

não indicam quantos estrangeiros serão aceites e não diz quem vai

fixar os contingentes" disse ela, já que todas estas questões

deverão ser estudas durante a elaboração das novas disposições

legais.

João de Deus, encarregado de Negócios na embaixada portuguesa,

reafirmou a posição do governo suíço e indicou que "nesta

fase, nada há de concreto sobre medidas efetivas, contingentes ou

restrições. Mantém-se o regime de Livre Circulação de Pessoas de

que os cidadãos portugueses também beneficiam".

De acordo com a fonte diplomática o resultado positivo do

referendo contra a imigração iniciou um processo interno "moroso"

para alterar a legislação sobre a entrada de estrangeiros para o

mercado de trabalho.

De acordo com o governo suíço, o projeto de lei será proposto

na final do ano 2014 para que o Parlamento suíço possa ter tempo

para debater a proposição de lei até a entrada em vigor das novas

disposições daqui três anos.

A iniciativa "contra a imigração em massa", proposta

pelo Partido de extrema-direita, a União Democrática do Centro

(UDC), também restabelece o princípio da preferência pelo

trabalhador nacional face ao estrangeiro, que se encontrava abolida

para todos os trabalhadores oriundos de algum dos países da União

Europeia.

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