A Sumol+ Compal SA registou no primeiro semestre deste ano um resultado
consolidado de 2.336. 482,89 euros, de acordo com a informação prestada
à CMVM.
No comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários a
Sumol+Compal fez referência à subida do IVA para 23%, dizendo que "estas
alterações, determinando a redução da dimensão dos mercados de bebidas
de alta rotação em Portugal, vieram, naturalmente, agravar as condições
de competitividade do sector".
Acrescentando que em Portugal, para além "do impacto muito negativo a que se assistiu com o agravamento da
fiscalidade nos mercados de bebidas de alta rotação, estes mercados
foram também influenciados no primeiro semestre por um ritmo recessivo
da actividade económica, o que
implicou uma quebra na dinâmica do consumo privado, tendo as condições
climatéricas sido normais para a época ao longo do primeiro semestre".
Nos mercados internacionais a empresa continuou a registar interessantes
ritmos de crescimento do consumo privado. "No segundo trimestre
cresceu-se a níveis
próximos dos experimentados em anos anteriores. Todavia, a actividade
nos mercados internacionais, no primeiro semestre, foi influenciada por
um forte abrandamento das vendas para Angola. Na quase totalidade dos
restantes mercados continuou-se a crescer a ritmos significativos".
No comunicado adiantou ainda que foi concretizado o investimento numa
unidade fabril em Moçambique, "a primeira fora de Portugal".
Este investimento, frisa o grupo, "pretende criar capacidade de produção
para alargar a presença de algumas das nossas marcas no espaço
económico da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral),
a qual tem apresentado perspectivas muito promissoras para as marcas de
produtos de grande consumo".
Em Portugal, as vendas decresceram
13,4%, alcançando 118,5 milhões de litros, face a período homólogo, com
os refrigerantes a decrescerem 11,8% e as bebidas nutricionais a
regredirem 14,4%.
As águas evoluíram negativamente em 13,9% tendo as cervejas apresentado também uma evolução desfavorável.
Nos mercados internacionais verificou-se, em volume, um decréscimo de 6,2%, atingindo-se
50,0 milhões de litros. As vendas para todas as áreas geográficas para onde exportam aumentaram, com excepção de Angola.