A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) pede uma rápida implementação do 5G para ajudar a recuperar o país e o sector da distribuição. O apelo da associação, que representa cadeias de retalho como o Continente, Pingo Doce, Lidl, Fnac ou Ikea, surge num momento em que já fecharam as candidaturas ao leilão do 5G e o calendário aponta para que as licenças sejam atribuídas até março de 2021.
"A recuperação do País passa claramente pela economia digital, pela requalificação dos recursos humanos e pela digitalização dos processos. A tecnologia 5G é assim um imperativo para Portugal e para se criarem condições e estruturas que permitam esta transformação. São fundamentais medidas claras e uma estratégia digital. A tecnologia 5G é essencial para a economia e para o setor da Distribuição em particular", defende Gonçalo Lobo Xavier, Diretor-Geral da APED, citado em nota de imprensa.
Altice/Meo, NOS, Vodafone e Dense Air já confirmaram ter apresentado candidatura ao leilão do 5G, que poderá representar um encaixe mínimo de mais de 230 milhões para o Estado. Mas, com a exceção da Dense Air, todos os candidatos contestam os termos do regulamento do leilão, tendo avançado com queixas nos tribunais nacionais e em Bruxelas.
"A situação de pandemia vivida ao longo deste ano veio colocar diversos desafios ao setor da Distribuição e a toda a fileira associada, que foram superados graças a uma capacidade de adaptação e de flexibilidade, mas também pela aceleração da transformação digital que já se estava a viver ao longo dos últimos anos. A competitividade do setor, eficiência e capacidade de responder aos consumidores, incluindo as oportunidades geradas no comércio digital, dependerão da disponibilidade de infraestruturas de telecomunicações modernas e geradoras de inovação", defende o Diretor-Geral da APED.
"Este é um momento decisivo para toda a economia. O País não pode ficar para o pelotão de trás na inovação tecnológica", conclui Gonçalo Lobo Xavier.