

Adaptado do contexto militar, o acrónimo VUCA (sigla em inglês para volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade) faz hoje parte do vocabulário empresarial e caracteriza o mundo em transformação. É, por isso, com base nestes pressupostos que as organizações procuram manter os seus negócios à tona, mesmo navegando em mar crispado. Liderança, colaboração, adaptação ou comunicação são fatores-chave para o sucesso de qualquer empresa, e assemelham-se ao trabalho das equipas de velejadores numa regata. “Um trabalho que conseguimos fazer quando partilhamos os mesmos valores entre empresa, colaboradores, parceiros e clientes”, afirma Eduardo Taborda.
Na perspetiva do CEO da Syone, também praticante de vela, são várias as analogias possíveis entre este desporto e o mundo corporativo, desde logo a forma de enfrentar os desafios. “Dedicação, trabalho de equipa e perseverança ajudam a alcançar objetivos”, sublinha.
Mas a vela não é apenas uma analogia no mundo da Syone. A empresa patrocina uma equipa de velejadores que, em 2023, venceu o Troféu Príncipe das Astúrias, em Espanha e que espera este ano repetir o feito. A tecnológica apoia também a Resgate, uma associação de nadadores-salvadores que forma anualmente entre 300 e 400 jovens, em Odemira e Sines, com o objetivo de partilhar valores, promover a segurança do mar e a importância do suporte básico de vida. Dois projetos que materializam os valores da empresa e que, em simultâneo, reforçam a sua vertente formativa. “Esta continua a ser a nossa bandeira”, diz Eduardo Taborda, lembrando outras iniciativas da Syone como as academias que contribuem para a formação de recursos jovens que, desta forma, entram mais preparados no mercado. No fundo, acrescenta João Liquito Oliveira, responsável da área de negócio de outsourcing e nearshore, “esta é uma aposta no talento” que contribui para o reforço dos quadros da Syone, bem como dos seus clientes e parceiros.
Crescer com solidez
Com uma equipa que ronda os 130 colaboradores, Eduardo Taborda acredita que a empresa está agora “ajustada em termos de dimensão” e pronta para endereçar os projetos em curso e os que se anteveem para 2025. O crescimento a dois dígitos (entre 25 e 30%) nos três anos que antecederam a pandemia, e o reajuste que fez durante e após este período, permitem olhar o futuro com otimismo. “Estamos seguros de que atingiremos o objetivo de ser mais eficientes e rentáveis, mesmo com níveis de crescimento mais reduzidos”, defende. Para o CEO, a qualidade é um ingrediente fundamental que não pode ser colocado em causa.
Em 2023, a Syone faturou dez milhões de euros, ligeiramente abaixo dos 12 milhões atingidos no ano anterior. Uma quebra que não preocupa o CEO, e que mais não é do que o resultado da consolidação do negócio e da volatilidade dos mercados, que reduziu igualmente a percentagem de vendas ao exterior. “Estamos com cerca de 45%, sendo que há dois anos chegámos aos 60%”, revela.