Querem ser os alfaiates das
marcas. Para que, tal como sucede com o senhor João Ribeiro da alfaitaria Loureiro
e Nogueira - a estrela do vídeo de autopromoção da agência, ouro no Clube de
Criativos - quando há peças complicadas as marcas optem por os escolher.
Veja autopromoção aqui
A Tailors é uma nova boutique de publicidade, mas os três alfaiates de serviço
somam mais de 50 anos de experiência na área da comunicação.
João Roque diz que foi o "destino" que o juntou a Miguel Nóbrega e
Rui Soares e levou à fundação da Tailors. Para trás ficaram fábricas de
produção criativa como a Leo Burnett, a JWT, a Euro RSCG (hoje Havas
Worldwide), a DDB ou a BBDO, agências de grandes redes criativas internacionais
onde os três profissionais tiveram funções de gestão executiva ou direção
criativa. Além do destino, também ajudou o facto de partilharem "ideias
semelhantes de negócio" e o "muito respeito profissional uns pelos
outros", diz João Roque, diretor criativo da Tailors.
Num mundo de grandes e de cada vez mais pequenas agências, a Tailors quer ser
diferente. Mais do que trabalhar uma disciplina de comunicação querem
apresentar "soluções aos desafios que as marcas colocam". Distingue-os
"o facto de aliarmos muito talento, experiência e agilidade, a custos
fixos reduzidos", assegura João Roque.
A competitividade em termos de custos resulta da Tailors ter uma estrutura fixa
mínima, recorrendo a parcerias e free lancers à medida da necessidade dos
projetos. Uma lógica de funcionamento que responde ao atual momento.
"Sejamos realistas: hoje em dia quase todas as agências optam por
estruturas que as obrigam a recorrer a parcerias ou free lancers", afirma
João Roque. "São sinais dos tempos que vivemos e as agências foram-se ajustando
ao que o mercado obriga", acrescenta.
A opção também, garante o responsável da Tailors, resulta do que diz ser o
"método de trabalho" da agência. Os parceiros são envolvidos no
trabalho logo na "fase de criação". Ou seja, "são envolvidos
desde o momento zero e não apenas na fase da produção ou implementação".
Isto porque, assegura, "acreditamos no valor acrescentado que os nossos
parceiros podem aportar aos projetos em que nos envolvemos".
João Roque não revela o valor de investimento, nem a faturação prevista para a
Tailors, mas afiança que o mercado tem reagido à proposta de uma criatividade
feita por medida. "Apesar de ainda ser cedo e o mercado estar retraído,
diria que a recetividade à Tailors tem sido muito positiva", diz.