A TAP garantiu ao governo que deixará de impor um tecto de idade seus candidatos a emprego. A posição surgiu depois de o Partido Socialista ter questionado a existência de "discriminação" nos processos de recrutamento da companhia aérea.
Os deputados "estranham que a maioria dos concursos de recrutamento da TAP discriminem o acesso aos postos de trabalho em função da idade, colocando como condição de admissão uma idade máxima do candidato ao posto de trabalho", diziam 13 deputados numa pergunta que foi enviada ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas em outubro.
Segundo os deputados, nos últimos concursos abertos tinha sido imposto um limite máximo de idade: para a Especialista de Engenharia, para a área de Manutenção e Engenharia, estipulavam como idade máxima os 30 ou 35 anos, em caso de experiência profissional relevante; para comissários ou assistentes de bordo a idade variava entre 21 e 26 anos de idade.
"Os exemplos sucedem-se e o grupo parlamentar do Partido Socialista recebeu várias denúncias com os respetivos anúncios para diferentes funções, não os considerando aceitáveis ao excluírem uma larga franja da população", referiam os deputados.
A resposta do governo chegou agora: o gabinete de Pedro Marques justifica que a companhia aérea tem de fazer os processos por si e que perante elevado número de candidatos, e o prolongamento dos processos de seleção, com uma grande dilação entre a decisão e a entrada em funções dos trabalhadores admitidos, viu-se obrigada a colocar "uma idade limite no conjunto dos requisitos exigidos".
Maria Cristina Simões Bento, chefe de gabinete do ministro, acrescenta que não se trata de "qualquer intuito discriminatório", mas assume que "a empresa sido sensível às observações que lhe têm sido colocadas e decidiu prescindir de colocar uma idade limite, o que já aconteceu no mais recente processo de admissão, no caso de pilotos de aviação".