O pré-aviso de greve anunciado pelos pilotos da TAP para o período da Páscoa deverá cair por terra, após o ministério das Finanças ter ratificado o acordo assinado entre os trabalhadores e administração da transportadora aérea. Segundo confirmou o Dinheiro Vivo, depois de ter sido avançado esta segunda-feira, 27, pela comunicação social, o assunto está desbloqueado por parte da tutela financeira da empresa pública.
A paralisação, que estava agendada para os dias entre 7 e 10 de abril., deverá ficar sem efeito assim que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) for informado oficialmente, situação que, até agora, ainda não aconteceu.
O presidente da estrutura sindical disse ao Dinheiro Vivo não ter sido ainda notificado formalmente por parte do ministério liderado por Fernando Medina, mas garantiu que assim que a luz verde chegar a greve será desconvocada.
"Não fomos ainda informados formalmente mas assim que tivermos a confirmação desconvocaremos a greve, que nunca teria sido marcada se o Ministério das Finanças tivesse seguido o exemplo do Ministério das Infraestruturas", garantiu o presidente Tiago Faria Lopes.
Os pilotos aprovaram na passada sexta-feira, em assembleia, um pré-aviso de greve com o intuito de pressionar Medina a ratificar o acordo assinado entre a TAP e estes trabalhadores. A comissão executiva da companhia e o SPAC chegaram a um entendimento sobre as condições laborais dos trabalhadores, firmando, por escrito, medidas "suficientes para repor alguma justiça e repor algum poder de compra", adiantou o SPAC.
A integração de pilotos despedidos para responder à necessidade de contratação e retenção de talento ou o pagamento aos Oficiais Pilotos com funções de comando em cruzeiro foram algumas das medidas acordadas. A estas, junta-se ainda a fixação de uma nova tabela de ajudas de custo.
Depois do ministro das Infraestruturas, João Galamba, ter dado o ok ao documento, faltava ainda a bênção das Finanças e foi esta demora que levou os pilotos a avançar com a ameaça de greve.