TAP: PSD acusa Governo de deixar PR em situação incómoda e de o usar como peão

"Envolver o senhor Presidente da República numa situação onde ele não tem rigorosamente nenhuma intervenção, mas vindo a público como veio, deixa-o naturalmente numa situação que eu acho que é incómoda do ponto de vista institucional", afirmou Luís Montenegro
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O presidente do PSD acusou o Governo de deixar o Presidente da República numa situação incómoda ao envolver o seu nome nas polémicas da TAP, usando-o como "um peão ao serviço da sua agenda".

"Envolver o senhor Presidente da República numa situação onde ele não tem rigorosamente nenhuma intervenção, mas vindo a público como veio, deixa-o naturalmente numa situação que eu acho que é incómoda do ponto de vista institucional", afirmou Luís Montenegro durante uma declaração aos jornalistas na sede do PSD, no Porto.

O social-democrata fazia referência a notícias que referem que na reunião, terça-feira à noite, da comissão de inquérito à tutela política da TAP, o deputado da IL Bernardo Blanco leu excertos de um e-mail em que o ex-secretário de Estado das Infraestruturas Hugo Mendes defende que seja adiado um voo que tinha como passageiro o Presidente da República.

Segundo o deputado Bernardo Blanco, Hugo Mendes sublinhava que era importante manter Marcelo Rebelo de Sousa como aliado da TAP.

Na terça-feira, na mesma comissão, a CEO da TAP não negou ter chegado à empresa esse `email´.

Classificando a situação de grave, Luís Montenegro considerou que Marcelo Rebelo de Sousa fará o que entender, nomeadamente a sua avaliação sobre as informações vindas a público.

"Já tive ocasião de dizer e reitero, não me vou imiscuir na ação e no exercício dos poderes que lhe estão constitucionalmente consagrados", disse.

Acrescentando que "conhecendo-o como o conhece" sabe que o Presidente da República não é indiferente àquilo que se está a passar na Assembleia da República.

Luís Montenegro acusou ainda o Governo de ter uma visão instrumental de Marcelo Rebelo de Sousa que aparece "aos olhos de membros do Governo como um peão do PS ao serviço da sua agenda".

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