Tarifas de acesso propostas pela ERSE são "passo importante" para manter a indústria em Portugal

Em comunicado, a Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Eléctrica destaca a necessidade de operacionalizar, rapidamente, a compensação dos custos indirectos decorrentes das emissões de CO2
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As novas tarifas de acesso às redes propostas pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) agradam aos industriais. Em comunicado, a Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Eléctrica (APIGCEE) diz que "acolhe de forma positiva" a proposta avançada pelo regulador na segunda-feira e destaca que, associada ao mecanismo de ajuste dos custos de produção da eletricidade no MIBEL, constitui um passo importante na manutenção da actividade industrial em Portugal, atenuando as perspectivas muito pouco animadoras decorrentes da actual crise energética e geopolítica.

Em causa está a redução das tarifas de acesso em 657,3 % relativamente ao valor médio correspondente a 2022 para os níveis de tensão em muito alta tensão (MAT), alta tensão (AT) e média tensão (MT). Segundo a ERSE, a redução acumulada no período 2019 a 2023 ascende a 216% em MAT, AT e MT. A maioria dos associados da APIGCEE estão ligados em muito alta ou alta tensão.

No comunicado, a associação mostra-se satisfeita com a alocação de receitas quer de leilões de licenças de emissão, tributação dos produtos petrolíferos e energéticos (ISP) e da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE), num total de 494 milhões, quer do diferencial de custo com centrais com Contratos de Aquisição de Energia, de 1.500 milhões, "o que irá permitir injetar, aproximadamente, 2.000 milhões junto dos consumidores industriais, atenuando a escalada dos preços da energia".

Destaca, no entanto, que é preciso "operacionalizar, rapidamente," a compensação dos custos indiretos decorrentes das emissões de CO2, bem como "avaliar a possibilidade de aumento das verbas associadas a esta medida".

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