Portugal registou em fevereiro a maior taxa de inflação desde outubro de 2011. Neste mês, a taxa de variação homóloga do índice de preços para os consumidores subiu 4,2%, segundo a estimativa rápida divulgada nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. A forte subida dos preços da energia é a principal razão para este desempenho.
A taxa de inflação homóloga em fevereiro superior o desempenho de janeiro, que já tinha registada uma variação de preços de 3,34% face ao mesmo mês de 2021.
Entre janeiro e fevereiro, a taxa de inflação foi de 0,37%, estima o INE.
A variação média dos preços nos últimos 12 meses foi de 1,8%, o que compara com os 1,5% registados em janeiro.
A subida de 14,87% dos preços dos produtos energéticos face a fevereiro de 2021 ajuda a explicar a forte subida da taxa de inflação, detalha o INE. A cotação dos preços da eletricidade do mercado grossista e do preço do barril de petróleo tem sofrido um agravamento nas últimas semanas. O problema será agravado com a invasão da Rússia na Ucrânia e as sanções do ocidente sobre o Kremlin.
Também tem subido o preço dos produtos alimentares não transformados, com uma variação de 3,78% entre fevereiro de 2022 e o mesmo mês de 2021.
A estimativa do INE foi elaborada com base nos dados recolhidos e validados até à passada sexta-feira, 25 de fevereiro. Apenas dia 10 de março serão apresentados os dados definitivos relativos à variação de preços verificada em fevereiro de 2022.
Também foi por causa do preço dos produtos energéticos que registou-se o anterior máximo da taxa de inflação. Em outubro de 2011, a variação de 4,2% deveu-se ao aumento da taxa de IVA na eletricidade e no gás natural de 6% para 23%. A alteração entrou em vigor em 1 de outubro de 2011, durante o Governo de Pedro Passos Coelho, que esteve sob alçada da troika.
(Notícia atualizada pela última vez às 11h24 com mais informação)