Taxas fixa e mista representaram metade dos novos empréstimos da casa em julho

Peso dos contratos a taxa de juro fixa ou mista aumentou 34 pontos percentuais em julho, face há um ano. Bancos concederam 1581 milhões de euros a uma taxa de juro média de 4,24%, um valor idêntico ao de junho.
Publicado a

Os contratos indexados a taxa fixa ou mista representaram, em conjunto, praticamente metade (49%) dos novos empréstimos para compra de habitação própria e permanente celebrados no sétimo mês do ano, revelam os dados divulgados esta sexta-feira o Banco de Portugal (BdP).

"O peso dos empréstimos com taxa de juro fixa ou mista tem aumentado de forma muito evidente ao longo do último ano: de um valor que historicamente rondava os 15%, passou para quase metade das novas operações de crédito", ou seja, mais 34 pontos percentuais, refere o supervisor.

De acordo com o BdP, a subida tem ocorrido sobretudo nos contratos com taxa mista, isto é, empréstimos com taxa de juro fixa num período inicial do contrato, seguido de um período em que a taxa de juro é variável. Enquanto a taxa mista assumiu 39% das novas operações, a fixa representou 10% e a variável 51%.

Mostram as estatísticas que, em julho, os bancos concederam 1581 milhões de euros para novos créditos da casa, menos 75 milhões de euros do que no mês anterior, quando o financiamento tocou os 1656 milhões de euros. A taxa de juro média destes empréstimos foi de 4,24%, um valor idêntico ao de junho.

Quanto à prestação média mensal o stock de empréstimos para habitação própria permanente, o supervisor indica que avançou oito euros em julho, fixando-se nos 399 euros. "O aumento verificado em julho é inferior ao dos quatro meses anteriores, que, em média, foi de 10 euros", pode ler-se. Comparando com o período homólogo a prestação média mensal subiu 105 euros.

À semelhança do crédito à habitação, também os outros tipos de empréstimos a particulares conheceram quedas em julho: o decréscimo nas novas operações de consumo foi de nove milhões e para outros fins de 30 milhões. As taxas de juro médias nestes segmentos também aumentaram de 8,60% para 8,85%, no caso do consumo, e de 5,30% para 5,42%, nos empréstimos para outros fins.

No caso das empresas, a atividade também abrandou, com o montante de novos empréstimos concedidos pelos bancos a totalizarem 2009 milhões de euros, menos 143 milhões do que em junho. Quanto à taxa de juro média nestes empréstimos, também aumentou - de 5,50% em junho para 5,72% em julho.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt