A Ryanair condenou esta sexta-feira, 7, a proposta da ANA Aeroportos referente ao aumento das taxas aeroportuárias no próximo ano. A subida por parte da gestora dos aeroportos nacionais irá refletir-se num incremento de 10,81%, que se traduz em aumentos por passageiro de 35 cêntimos nos Açores, 79 cêntimos na Madeira, 81 cêntimos no Porto, 80 cêntimos em Faro e 1,53 euros em Lisboa, medida que a low-cost irlandesa considera prejudicial à competitividade do país.
"Não há justificação para o aumento excessivo das taxas aeroportuárias pela ANA, especialmente quando Portugal ainda está a recuperar da pandemia. A ANA deveria seguir os seus homólogos europeus e baixar as taxas para ajudar a estimular a recuperação do tráfego e do turismo, tal como a Aena em Espanha, que está agora a alargar o seu esquema de recuperação do tráfego de verão ao Inverno e a reforçar a recuperação do turismo espanhol", acusa em comunicado a country manager da Ryanair para Portugal, Elena Cabrera.
A responsável acredita que a ANA "está a prejudicar irreparavelmente a competitividade de Portugal com este aumento excessivo e injustificado até 15% das taxas, o que não fará mais do que aumentar as tarifas aéreas e o tão necessário turismo em Portugal" numa altura em que o tráfego aéreo e turístico português, defende, ainda está a recuperar após a pandemia e "deve ser apoiado com taxas aeroportuárias mais baixa".
A proposta de atualização das taxas aeroportuárias reguladas apresentada pela ANA entrará em vigor a 01 de fevereiro de 2023, seguindo o novo modelo previsto no contrato de concessão para o período 2023 até ao final da concessão
Também a TAP criticou esta semana a nova atualização de tarifas. "Esta medida seria desproporcionada, dada a ausência de investimentos significativos nos aeroportos portugueses nos últimos anos e as ineficiências e constrangimentos recorrentes, que afetam em particular o nível de serviço prestado às companhias aéreas e a todos os passageiros que utilizam o aeroporto de Lisboa", defendeu a transportadora de bandeira que alertou para o aumento dos encargos das companhias aéreas que se encontram já pressionadas com as subidas dos preços dos combustíveis.