Ainda não se sabe quando chegará ao mercado, mas o projeto Operator, que arrancou no ano passado, já está a dar os seus frutos com a conclusão de um protótipo que vai permitir analisar a postura dos trabalhadores e prevenir riscos ergonómicos.
Depois de testada, espera-se que a nova tecnologia possa vir a ser integrada na roupa do trabalhador, como uniformes, coletes ou luvas, para prevenir movimentos repetitivos que possam vir a resultar em lesões no sistema músculo-esquelético.
O protótipo foi desenvolvido pelo centro de Investigação Fraunhofer Portugal, com sede no Porto, mas resulta de uma parceria entre várias instituições, entre as quais, a Autoeuropa, as universidades do Porto, Nova de Lisboa e do Minho.
Designado por Operator, no âmbito da indústria 4.0, o projeto representa um investimento acima de 1,88 milhões de euros, financiado pelo MIT e pela Agência Nacional de Inovação.
"A incorporação de sensores em tecidos pretende, de forma natural, possibilitar a análise de movimentos dos trabalhadores com o intuito de detetar e prevenir eventuais movimentos repetitivos que possam vir a causar problemas ergonómicos", explicam os promotores.
O centro Fraunhofer é responsável pelo desenvolvimento tecnológico dos sensores e da plataforma digital , bem como pelo estudo em tempo real e acompanhamento dos trabalhadores, refere em comunicado.