A polémica continua entre investigadores. Depois de a Organização Mundial de Saúde ter avisado para o perigo das radiações emitidas pelos telemóveis, um novo estudo europeu acaba de defender exactamente o contrário. De acordo com a investigação, publicada no Journal of the National Cancer Institute dos Estados Unidos, não foi encontrada qualquer relação entre o uso de telemóveis e o cancro em crianças e adolescentes. O enfoque dos investigadores em utilizadores mais novos prende-se com o receio de que as crianças sejam mais sensíveis a este tipo de radiação que os adultos. O estudo foi conduzido pelo Instituto Suíço para a Saúde Pública, na Universidade de Basileia, e liderado pelo epidemologista Martin Roosli. O universo estudado compreendeu mil participantes. "Um risco grande e imediato de que os telemóveis causem cancro em crianças pode ser excluído", afirma o investigador. No entanto, outros estudos já defenderam conclusões diferentes. Um demonstrou que o cérebro de algumas crianças absorve duas vezes mais radiação que o dos adultos, outro registou um aumento na actividade cerebral quando a pessoa está perto de antenas de telecomunicações. Além disso, teme-se que o desenvolvimento do sistema nervoso seja afectado pelo uso precoce destes equipamentos; sendo que o receio é maior quando se trata de smartphones 3G, já que o UMTS emite mais radiação que o GSM. Quando a OMS avisou para o potencial cancerígeno dos telemóveis, não indicou que havia uma ligação directa entre os dois fenómenos. Posteriormente, alguns cientistas puseram em causa este relatório da OMS, emitido no início de 2011.