O ano de 2023 continua a ser de mudança e turbulência, mas a inovação pode ajudar os fornecedores de telecomunicações a reduzirem os custos operacionais, a reinventarem as experiências que oferecem aos clientes e a encontrarem novas oportunidades de negócio. As mudanças na tecnologia empresarial estão na raiz de grandes transformações na economia e nas formas como as empresas fazem negócios, em quase todos os setores. Muitas empresas já estão a aproveitar as funcionalidades da Inteligência Artificial (IA) para elevarem a experiência do cliente a outro patamar e para automatizarem as suas campanhas. Os fornecedores de serviços inteligentes usam aplicações de IA para monitorizarem e automatizarem os seus processos...
Esta evolução está a fazer com que os operadores de telecomunicações passem de fornecedores de serviços de rede a empresas de infraestruturas digitais. A tecnologia nas empresas muda a cada minuto exigindo o acesso a tecnologia e a soluções inovadoras. Os benefícios do investimento em tecnologia são mensuráveis para as empresas. No entanto, há ainda muitos gestores que não têm a certeza sobre quais os desenvolvimentos mais relevantes a levar a cabo e têm dificuldade em fazer as escolhas tecnológicas mais adequadas, incluindo a arquitetura de base a utilizar, o modelo operacional, o tipo de talento em que devem investir e quanto devem gastar em tecnologia para liderarem os seus setores de atividade. Como a tecnologia está em constante evolução estas decisões são difíceis.
A velocidade pauta os nossos dias. Mal uma tecnologia amadurece investidores e imprensa já estão entusiasmados com a próxima. Quando a computação na cloud se tornou popular, surgiram dúvidas sobre quais seriam as novas tendências e vimos emergir novos chavões como o metaverso, a produção inteligente 2.0, a indústria 4.0, a hiper automatização, a automatização inteligente e a computação quântica.
As principais tendências que prometem mudar a forma como as empresas irão trabalhar e que serão fundamentais para aqueles que têm de tomar decisões de negócio e TI este ano são: simplificação, cibersegurança, evolução da força de trabalho, automatização, IA e as Super Aplicações.
Tanto agora, como no futuro, as empresas irão depender de uma gama de dispositivos cada vez maior para comunicarem. Para estarem preparadas para enfrentar a próxima onda de evolução, muitas terão de adotar uma estratégia nova que funcione bem, quer a interação comece com uma pessoa, quer com um dispositivo autónomo. Em 2023, a automatização será a tendência tecnológica empresarial que controlará os custos e impulsionará a inovação, simplificando processos e permitindo que as empresas alcancem a excelência operacional. As empresas podem progredir sem ter muitos riscos, focando-se na automatização dentro do ecossistema digital. Mas, um dos aspetos mais importantes desta tendência será a capacidade de as máquinas interagirem umas com as outras. A IA conversacional sustentará muitas interações entre os humanos e o digital, com agentes virtuais cada vez mais capacitados para gerirem as interações, fazendo looping com as pessoas apenas quando necessário.
Adicionalmente, as ciberameaças estão a crescer a um ritmo alarmante em 2023 e são cada vez mais sofisticadas e obrigam as empresas a reforçarem os seus recursos para serem mais robustas, resilientes, capazes de resistirem e recuperarem destes ataques. A guerra contra o cibercrime é jogada a vários níveis e através de um portefólio de ferramentas, abordagens e recursos qualificados. As empresas, ao conjugarem uma cultura consciente da segurança com o Secure Access Service Edge (SASE), obtém níveis de controlo cada vez mais sofisticados e imprescindíveis para protegerem o tráfego dos dados quer no ponto de entrada, quer além do edge.
Estas tendências oferecem e exigem mais meios de engajamento, mais opções de tecnologia, mais dados para dar sentido e mais recursos para direcionar as empresas para a resiliência. De um modo geral, a complexidade das decisões tecnológicas só irá aumentar e as competências terão de evoluir para que seja possível tirar partido da tecnologia.
Carlos Jesus, Country Manager, Colt Technology Services Portugal e Colt VP Global Service Delivery