Na origem do processo, que envolve a companhia dona da Tinder, a IAC e a Match.com, estão as acusações de Whitney Wolfe relativamente a Justin Mateen, chief marketing officer (CMO) da Tinder, entretanto suspenso de funções.
Leia ainda: Como ser enganado num encontro às cegas
Wolfe e Mateen foram durante alguns meses um casal até a relação chegar ao fim em dezembro do ano passado. Na época Whitney Wolfe era subordinada direta do CMO da Tinder. Wolfe demitiu-se da empresa em abril, mas antes disso já tinha perdido o estatuto de co-fundadora alegamente porque o "Facebook e Snapchat não têm raparigas nos fundadores e isso só faz com que na Tinder pareça um acidente", pode ler-se na documentação apresentada no Supremo Tribunal de Los Angeles.
Veja o processo completo aqui
A documentação é o retrato de uma relação romântica no local de trabalho que deu para o torto, com impacto nas relações laborais dando origem a trocas de mensagens que agora poderão ter consequências negativas para toda a empresa.
Wolfe acusa a cultura corporativa da Tinder de representar "o pior do estereótipo do homem-alfa, muitas vezes associado às startups de tecnologia", considerando que outros responsáveis da empresa compactuaram na retirada do seu cargo e tiveram um comportamento sexista. Wolfe argumenta ainda que teve um papel fundamental no arranque do projeto, ainda este era um mero protótipo na incubadora de empresas da IAC, a Hatch Labs.
Mal o processo deu entrada na Justiça, Justin Mateen foi suspenso de funções aguardando o resultado de uma investigação interna. "Foi claro que o Sr. Mateen enviou mensagens privadas que continham conteúdos inapropriados. Condenamos de forma inequívoca estas mensagens, mas acreditamos que as alegações da Senhorita Wolfe relativamente à Tinder e à sua gestão não têm fundamento", disse um porta voz do IAC ao The Guardian.