Um dos erros a evitar é ir para Angola apenas para ganhar dinheiro. Se não houver uma boa adaptação ao país, não há dinheiro que pague a desadaptação. Outro conselho é não ir para terras angolanas com espírito de facilitismo, de abandono dos valores e princípios ou de redução dos parâmetros de exigência na qualidade do trabalho. Deve manter-se fiel a si próprio e aumentar ainda mais o grau de exigência perante o trabalho, pois em Angola a qualidade como profissional virá ao de cima e será mais notada. Outro erro comum: o desleixo dos cuidados a nível de segurança. Podem passar-se meses sem que nada lhe aconteça directamente e a tendência é para relaxar. Janelas fechadas, carro trancado, não atender chamadas na rua, não enveredar por caminhos que não se conhece, entre outros, são cuidados básicos de segurança em qualquer metrópole mundial e devem ser respeitados em Luanda. Outro erro: não ter conhecimento efectivo das condições que vai encontrar nem do apoio que vai ter por parte de quem terá a obrigação de tratar dessas coisas, no caso de ser contratado por uma empresa. É fundamental não assumir que as necessidades em Angola são semelhantes às que teria num país da Europa - tudo é diferente e devem ser acauteladas diversas coisas que não são necessárias em países desenvolvidos, especialmente todas aquelas relacionadas com a logística familiar e pessoal do dia-a-dia.Do livro Trabalhar em Angola - Guia essencial para trabalhadores portugueses, de Hermínio Santoswww.planeta.pt