Turismo continua a somar recordes com receitas no alojamento de 608,2 milhões de euros em setembro

O turismo nacional teve o melhor mês de setembro de sempre com mais dormidas e mais receitas face ao pré-pandemia. Os alojamentos turísticos receberam 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas e venderam 19% mais caro do que em 2019.
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Os meses de verão foram de recordes para o turismo nacional em hóspedes e receitas e, mesmo com o fim da época alta, setembro não foi execeção e confirma o cenário de recuperação da atividade turística em 2022. No nono mês do ano os proveitos totais do alojamento turístico - que somam ao alojamento aos outros gastos inerentes à estada dos turistas como restauração, lavandaria entre outros serviços - dispararam para 608,2 milhões de euros, uma subida 21,3% face ao mesmo período de 2019, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta segunda-feira, 14.

Já os proveitos de aposento, que dizem respeito às receitas amealhadas com as dormidas, cresceram 22,5% para 469,2 milhões de euros. As contas ganharam robustez à boleia do aumento dos preços: o alojamento turístico vendeu 18,9% mais caro comparativamente ao pré-pandemia, com o rendimento por quarto ocupado (ADR) a atingir os 115,6 euros por noite.

No acumulado do ano, os proveitos totais dispararam 14,3% face a 2019 e os de aposento aumentaram 15,4%.

Também a procura ajudou aos bons resultados, com setembro a totalizar 2,9 milhões de hóspedes e 7,7 milhões de dormidas, mais 0,2% e 0,7% face a 2019, respetivamente. Contas feitas, este foi o melhor mês de setembro de sempre para o turismo do país.

Neste período, os estrangeiros foram os responsáveis pela maior fatia de dormidas, 5,2 milhões, ainda 3,2% abaixo de 2019. Já o mercado interno cresceu 10% e somou 2,4 milhões de dormidas.

"No conjunto dos primeiros nove meses de 2022, as dormidas aumentaram 113,0% (+27,3% nos residentes e +222,3% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 2,4%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-7,0%), dado que as de residentes cresceram 8,0%", adianta o gabinete estatístico.

Algarve é o preferido em setembro e Madeira é a que mais cresce
Olhando para o mapa nacional, o o Algarve concentrou 30,4% do total das dormidas a nível nacional, embora tenha registado uma quebra de -9,2% face a 2019. Lisboa ocupou o segundo lugar com 24,5% das dormidas seguida da região Norte com 16,2% (+8,7%).

Já a Madeira liderou no crescimento das dormidas, com uma subida 17,0% em comparação com setembro de 2019. Ainda nas contas insulares, também os Açores estiveram 8,2% acima do pré-pandemia.

"Relativamente às dormidas de residentes, observaram-se aumentos em todas as regiões, destacando-se a RA Madeira (+64,3%), a AM Lisboa (+13,0%) e o Alentejo (+11,0%). As dormidas de não residentes aumentaram na RA Açores(+12,5%), RA Madeira (+8,8%), Norte (+8,6%) e AM Lisboa (+0,8%), tendose observado diminuições no Centro (-15,4%), Algarve (-13,2%) e Alentejo (-5,9%)", detalha o INE.

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