"O que está em causa é uma questão de montante e não a solução", indicou fonte oficial da entidade questionada pelo Dinheiro Vivo. "A solução de haver um preço fixo, [...] desde que acompanhada de uma melhoria significativa do serviço assegurada com autoridade, é aceitável e praticada noutros destinos", justifica.
O Turismo de Lisboa, que foi consultado no âmbito dos trabalhados preparatórios para a renegociação das tarifas dos táxis, indica mesmo que foram ponderados outros valores: tarifa mínima de 15 euros ou um suplemento de 4,5 euros face à tarifa normal. Preços que foram considerados "exagerados", acrescenta a mesma fonte.
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) propôs uma bandeirada mínima de 20 euros para serviços que partam do Aeroporto da Portela, dando direito a um percurso de 14,8 quilómetros, como foi avançado pelo Dinheiro Vivo. Uma viagem entre o Aeroporto e o Marquês de Pombal, por exemplo, poderá custar 20 euros, apesar de a distância ser de 7,8 quilómetros.
A bandeirada mínima de 10 euros nos dias e vésperas de Natal eAno Novo foi outra das propostas apresentadas por esta associação, segundo o jornal Correio da Manhã.
Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Leonardo Mathias explicou que o regime jurídico do setor, de 1998, estabelece que os preços dos táxis são definidos por convenção negociada anualmente entre a DGAE [Direção Geral das Atividades Económicas] e as associações do setor, a ANTRAL e a Federação Portuguesa do Táxi (FPT).