Turismo do Porto e Norte espera números de 2019 mas teme efeito da guerra nos principais mercados 

O presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal acredita que a região consiga atingir, já neste Verão, os valores de 2019 depois de um período de Páscoa que se espera de recuperação face aos dois últimos anos. Mas a incerteza da atual conjuntura pautada pelo conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia pode trocar as voltas às contas.
Publicado a

O presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, acredita que a região consiga atingir, já neste Verão, os valores de 2019 no turismo isto, depois de um período de Páscoa que se espera de recuperação face aos dois últimos anos. Mas a incerteza da atual conjuntura pautada pelo conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia pode trocar as voltas às contas.

"É preciso ter alguma cautela porque não sabemos ainda o impacto que esta guerra poderá ter por altura da Páscoa. É sempre arriscado fazer prognósticos. A nossa expetativa, e o mês de fevereiro já o indicava, era que, de facto, estávamos a crescer já a uma velocidade interessante o que permitiria que a Páscoa fosse considerado já um regresso à normalidade e que, eventualmente, no final do Verão poderíamos estar prestes a alcançar valores de 2019. Só que, entretanto, depois de uma pandemia veio uma guerra que todos sabemos como é que começou mas nenhum de nós sabe como é que ela vai acabar", diz o responsável ao Dinheiro Vivo.

O presidente da Entidade explica que, para já, os efeitos da guerra não impactam diretamente os mercados emissores da região mas que pode ser uma questão de tempo até beliscarem mercados-chave como a Polónia, República Checa ou a Alemanha. "A Alemanha é o quarto mercado emissor da região, um mercado muito importante para o Porto e Norte e que, neste momento, vive uma grande instabilidade devido à proximidade do conflito", lamenta.

Regresso aos números de 2019 faz-se à boleia também do Reino Unido

A estratégia em cima da mesa para a recuperação dos números de 2019 é delineada com os olhos postos nos principais mercados de proximidade, como Espanha, França e Alemanha mas também do Reino Unido.

"Existe uma dedicação a um mercado muito forte, que não tinha expressão e que nós desejávamos - o britânico. Agora estão criadas as condições, até pela operação que a British Airways vai fazer no aeroporto do Porto. Depois queremos também voltar a ter mercados que estavam a fazer a diferença como o mercado brasileiro, americano e canadiano", adianta o presidente.

Numa última fase, o porta-voz do turismo do Porto e Norte prevê que seja possível "o regresso dos mercados da Ásia-Pacífico, muito sustentado em companhias como a Turkish Airlines".

"A maior dificuldade está ainda centrada na [operação] da Emirates e ainda não temos as notícias que gostávamos de ter", lamenta.

Na equação entra também a fatia correspondente ao turismo doméstico. "Ganhámos [durante a pandemia] este desafio da conquista do mercado nacional. Conseguimos uma quota de mercado bastante significativa dos turistas portugueses que estavam disponíveis para viajar".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt