"Entre janeiro e outubro, o volume de turistas internacionais (com pelo menos uma pernoita no destino) atingiu 978 milhões, ou seja, 45 milhões mais do que no mesmo período de 2013. Com uma subida de 4,7%, o turismo internacional continua a crescer bem acima da previsão de longo termo projetada pela OMT para o período 2010-20 (+3,8%) e prepara-se para fazer o ano terminar com mais de 1,1 mil milhões de turistas", explicou a OMT, em comunicado.
Por regiões do globo, as Américas são as zonas que mais crescem (8%) depois de um mau ano em 2013, apresentando a melhor performance desde 2004. Todas as sub-regiões - América do Norte, Caraíbas, América Central e América do Sul - duplicaram a taxa de crescimento do ano passado durante este ano.
Em seguida, as regiões cujas chegadas internacionais mais cresceram foram a Ásia e o Pacífico (5%), que consolidaram a tendência de crescimento dos anos recentes. A liderar estiveram as sub-regiões do Sul da Ásia (8%), Índia (7%) e Noroeste Asiático (7%), onde o Japão e a Coreia do Sul "explodiram" com um crescimento a dois dígitos. A Oceania cresceu 6%.
Na Europa, a região mais visitada do planeta, o crescimento médio de 4% até outubro ficou a dever muito aos bons resultados do Norte da Europa e a Europa do Sul/Mediterrâneo (ambas com +7%), onde "destinos consolidados como Grécia, Portugal, Espanha e Malta registaram um crescimento robusto".
O Médio Oriente situou-se na média, com um crescimento de 4% até outubro que representa a primeira subida desde 2011. Todos os destinos na região (Egito, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita) "melhoraram consideravelmente a sua performance em comparação com 2013".
Em África, o crescimento foi mais moderado, de apenas 3% até outubro, com o Norte de África a consolidar a sua recuperação (+2%) e a África Subsahariana a recuperar apesar do ébola em alguns países de África Ocidental (+3%).
"Perante esta tendência, o turismo internacional vai fechar 2014 com números recorde", disse Taleb Rifai, secretário-geral da OMT. "Estes são resultados notáveis considerando que diferentes partes do Mundo continuam a enfrentar desafios geopolíticos e de saúde significativos, enquanto a recuperação económica global continua frágil e desequilibrada", acrescentou.
"O que é mais importante é que vemos um crescente compromisso político para com o setor do turismo em muitos países. Isto é encorajador e não é para menos quando o turismo é um dos setores que é mais capaz de contribuir para o emprego numa altura em que a criação de postos de trabalho deve ser uma prioridade para todos", apontou o responsável da OMT.