Turismo: Procura dos portugueses continuou em queda em julho

Em julho, o país recebeu 3,2 milhões de hóspedes e 8,8 milhões de dormidas continuando a dinâmica de crescimento. Estrangeiros têm alavancado os bons números enquanto as dormidas do mercado nacional se mantêm em queda.
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A atividade turística nacional continua a somar recordes mas os bons números têm sido alavancados, sobretudo, à boleia dos estrangeiros. As famílias portuguesas continuam a passar menos férias cá dentro e em julho as dormidas dos residentes caíram 2,9%, face ao mesmo mês de 2022, para 2,8 milhões revelam as estatísticas rápidas divulgadas esta quinta-feira, 31, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Já em junho as dormidas mercado interno tinham registado uma quebra de 6,7%.

A perda do poder de compra motivada pela inflação tem sido uma das razões apontadas para o arrefecimento da procura dos portugueses no período de verão. Por outro lado, o interesse dos estrangeiros no país continua a crescer tendo representado seis milhões de dormidas no sétimo mês do ano, uma subida de 3,4% face a 2022 e de 4,6% em comparação com o pré-pandemia.

O Canadá e os Estados Unidos continuaram a ser os mercados que mais cresceram (+31,4% e +14,2%, respetivamente), face a julho de 2022. Por outro lado, a Finlândia e a Bélgica registaram os maiores decréscimos nas dormidas (-23,9% e -14,6%, respetivamente).

No total, Portugal recebeu 3,2 milhões de hóspedes e 8,8 milhões de dormidas em julho, correspondendo a crescimentos de 4,1% 2 e 1,3%, respetivamente. Estes indicadores também subiram face a 2019: 10,7% nos hóspedes e 6,7% nas dormidas.

Já no acumulado do ano, as dormidas aumentaram 14,7%, +5,2% nos residentes e +19,4% nos não residentes. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas cresceram 9,8%, +12,7% nos residentes e +8,6% nos não residentes.

Olhando para o mapa nacional, as ilhas e o Algarve foram as regiões que apresentaram quebras na procura. "As dormidas na região autónoma Açores e no Algarve registaram descidas (-2,8% e -1,8%, respetivamente) pela primeira vez desde março de 2021. Na região autónoma da Madeira, as dormidas diminuíram pelo segundo mês consecutivo (-1,3%), após o período de crescimento que se iniciou em abril de 2021. Face a julho de 2019, as dormidas no Algarve continuaram a decrescer (-6,0%, -7,4% em junho). Os maiores crescimentos, face a julho de 2019, verificarams-e no Norte (+21,7%) e na RA Madeira (+21,1%)", indica o gabinete de estatística.

Em sentido contrário , o Alentejo (+8,6%), o Norte (+6,4%) e o Centro (+4,8%) foram as regiões com maior crescimento.

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