Ucrânia. Comando militar russo admite 1.351 mortos desde 24 de fevereiro

Este número divulgado pelo estado-maior russo é quase três vezes superior ao emitido pelo Ministério da Defesa em 02 de março, quando se referiu a 498 baixas.
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A Rússia reconheceu esta sexta-feira a morte de 1.351 dos seus soldados desde o início da ofensiva militar na Ucrânia em 24 de fevereiro, e acusou os países ocidentais de cometerem "um erro" ao entregarem armas a Kiev.

"No decurso da operação militar especial, foram mortos 1.351 militares e 3.825 feridos", declarou em conferência de imprensa o adjunto do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Serguei Rudskoi.

Este número divulgado pelo estado-maior russo é quase três vezes superior ao emitido pelo Ministério da Defesa em 02 de março, quando se referiu a 498 baixas. Por seu lado, Kiev tem-se referido a perdas muito mais pesadas nas fileiras do exército russo.

Rudskoi também considerou um "grave erro" a entrega de armas a Kiev pelos países ocidentais. "Vai prolongar o conflito, aumentar o número de vítimas e não terá qualquer influência no desfecho da operação", declarou.

Em simultâneo, acrescentou que a Rússia "responderá em consequência" caso a NATO decida pôr em prática uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, que Kiev solicita sem sucesso desde há semanas.

Por sua vez, a Rússia acolheu 419.736 refugiados da Ucrânia desde o início da operação, revelou Mikhail Mizintsev, diretor do Centro nacional russo de gestão da defesa, no decurso da mesma reunião com os ´media'.

"O exército russo vai prosseguir esta operação militar especial até que todos os objetivos sejam atingidos", assegurou ainda o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konachenkov.

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