UGT e Turismo concordam em aumentar salário mínimo

Publicado a

A UGT e a Confederação do Turismo

concordaram hoje que é necessário aumentar o Salário Mínimo, mas

a central quer que esta remuneração chegue aos 500 euros no verão

enquanto a representante patronal considera não existirem condições

este ano.

"Do ponto de vista social é muito importante o aumento do

Salário Mínimo Nacional [hoje, 485 euros], mas neste momento de crise em que vivemos

não é o momento adequado para tratar disso", disse aos

jornalistas o presidente da Confederação do Turismo Português

(CTP), Francisco Calheiros, no final de uma reunião com a UGT. O representante patronal não quis avançar com uma possível

altura para aumentar o SMN dizendo que "tudo depende de como

evoluir a economia portuguesa, mas nada faz prever que isso possa

acontecer nos próximos meses".

A CTP ouviu a proposta da UGT de redução da Taxa Social Única

(TSU) aplicada aos salários mais baixos para compensar o aumento do

SMN e Francisco Calheiros disse que a iriam analisar e sujeitar à

consulta dos associados da confederação. "Nós sempre defendemos a descida da TSU em geral, mas não

sabemos qual é o impacto da proposta da UGT, por isso temos que a

estudar", disse o presidente da CTP.

Segundo o representante patronal, o aumento do SMN dos 485 euros

para os 500 euros teria muito impacto na área do turismo porque esta

remuneração abrange cerca de 17% dos trabalhadores do sector.

O secretário-geral da UGT, João Proença, explicou que a redução

de 1% na TSU dos salários mais baixos "é uma redução

simbólica, mas significativa na área do emprego menos qualificado". O sindicalista reafirmou que "o aumento do SMN depende do

Governo, porque tem de ter o aval da 'troika', o que deveria ser

conseguido na próxima avaliação trimestral", o que permitiria

um aumento no verão.

João Proença salientou o empenho que os parceiros sociais têm

mostrado nos encontros bilaterais em curso e defendeu que as futuras

discussões em sede concertação social devem servir para

sensibilizar o Governo para necessidade de serem tomadas medidas para

assegurar o crescimento económico e o emprego.

As confederações patronais e sindicais têm vindo a realizar

encontros bilaterais nos últimos dias para discutir a possibilidade

de aumento do SMN, as portarias de Extensão e a dinamização da

contratação coletiva.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt