Conselho de hoje | Os inconvenientes de ter boas qualidades pessoais
Todos os pontos fortes, por mais valiosos que sejam, podem ser levados longe de mais. Quando abordam questões de desempenho com os empregados menos competentes, os líderes preocupados, com fortes capacidades pessoais, devem reconhecer o valor de serem severos.
Se para si é difícil ser duro quando chama alguém à atenção, aborde a questão de maneira construtiva e respeitosa. Seja direto, especialmente se existir um conflito. Evitar falar com o empregado não o ajudará e, se minimizar a importância da situação, ele não se aperceberá da seriedade do que está em causa.
Se precisar de mandar um empregado embora, não perca tempo a pensar nos seus aspetos positivos. Se der por si a dizer, "vai ser difícil arranjar um substituto" ou "é má ideia fazer uma mudança agora", o seu maior problema é enganar-se a si mesmo.
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Conselho de quinta-feira | Construa as suas próprias oportunidades de crescimento
Muitos gestores apercebem-se de que os seus papéis atuais lhes oferecem poucas oportunidades de exploração e desenvolvimento. Se for ambicioso mas a sua posição atual lhe oferecer poucas oportunidades de crescimento, olhe além da sua principal área de negócio.
Ofereça-se para um projeto ou iniciativa que atravesse várias secções, níveis hierárquicos e especificações funcionais da sua empresa. A perspetiva global, novas capacidades e novas conexões que esses projetos podem oferecer valem bem o seu tempo. Se não existir um projeto adequado, procure papéis fora da organização que lhe permitam praticar novas capacidades e melhorar o seu perfil.
Considere dar aulas num curso de educação de adultos, ofereça-se para falar numa conferência, contribuir para um blogue ou assistir a encontros profissionais onde se possa reunir com pessoas de diferentes empresas. Essas atividades construirão as suas capacidades e a sua reputação, aumentando as possibilidades de participar em iniciativas estratégicas dentro da sua organização.
Conselho de quarta-feira | Obtenha mais da sessão de avaliação anual
Ao fornecer feedback crítico, muitas vezes até os gestores mais bem-intencionados transmitem pouco mais do que as suas impressões. Porém, as pessoas precisam de ouvir observações específicas para compreenderem as suas deficiências e darem passos construtivos para melhorarem.
Antes de fazer a avaliação do ano, avalie também as suas próprias forças e fraquezas em termos de capacidades, o que lhe fornecerá contexto para fazer perguntas.
Durante a sessão, não tenha medo de pedir mais informação: "Pode ser mais específico? Que capacidades devo trabalhar para resolver isto?"
Reconheça, contudo, que uma avaliação de final de ano raramente é o melhor fórum para lhe fazerem um coaching. Se estiver confuso acerca do que ouve, sugira uma reunião de seguimento para posterior discussão. Considere também que o seu atual chefe pode não ter jeito para lhe transmitir feedback construtivo; poderá ter de procurar outras opiniões, mesmo de pessoas a quem não reporte formalmente.
Conselho de terça-feira | Compreenda as dinâmicas das reuniões
Por muito que gostássemos que o fossem, as reuniões não são mecanismos negociais puramente lógicos. Como qualquer outra interação humana, estão imbuídas de dinâmicas que não são racionais.
Pensemos nas motivações subjacentes e nas agendas pessoais: para algumas pessoas, participar numa reunião é um símbolo de status, por isso continuarão a estar presentes mesmo que pouco possam contribuir.
Outros veem as reuniões como encontros sociais ou oportunidades para marcar pontos políticos. Por muito claro que seja o plano de trabalhos, cada pessoa chegará à reunião com uma perspetiva diferente.
Haverá quem a considere uma prioridade, haverá quem chegue atrasado. Alguns participantes sentir-se-ão confortáveis por deixarem outros assumir o comando e uns quantos poderão sabotar o líder ou tornar-se passivo-agressivos. Estes aspetos inconscientes podem destruir a eficácia, mas, se os compreender melhorará as suas possibilidades de concretizar algum trabalho.
Conselho de segunda-feira | Dê mais atenção aos candidatos desempregados
Seguir os seus instintos ao tomar decisões de contratação pode funcionar bem, mas também pode significar que está a agir de acordo com preconceitos implícitos e muitas vezes inconscientes. Algumas pesquisas recentes demonstram que, quando alguém esteve desempregado por mais de um mês, as reações positivas dos empregadores diminuem bruscamente, continuando a declinar à medida que o tempo passa, mesmo que a pessoa tenha as mesmas qualificações que os outros candidatos.
Porém, não dar importância a estes candidatos, tal como ignorar qualquer outra contratação potencialmente boa, acabará por ter os seus custos. É provável que estas pessoas sejam mais baratas e fáceis de contratar porque não tem de os persuadir a abandonar o emprego atual. São candidatos persistentes, determinados a conseguir, e ficarão provavelmente gratos por terem um emprego - e a gratidão está associada, em muitos aspetos, a um bom desempenho profissional.